Curitiba - Suspeita de grampo na Assembléia Legislativa do Paraná. Diversos deputados estaduais dizem ter recebido ligações anônimas nos últimos dias garantindo que os telefones da Casa estão grampeados. A deputada Elza Correia (PMDB), que recebeu um dos telefonemas, pediu providências à mesa executiva da Assembléia.
''Se for mesmo verdade, será um absurdo assustador. O grampo fere a nossa liberdade de comunicação e avilta a independência do Poder Legislativo. Estou indignada'', afirmou a deputada durante discurso no plenário.
Outro fato intrigante que movimentou os deputados ontem foi a invasão, no último final de semana, de quatro gabinetes de parlamentares petistas. Os gabinetes de Luciana Rafagnin, Tadeu Veneri, Elton Welter e Padre Paulo teriam sido violados. Welter afirmou também que foi confirmada a invasão de seu computador por um hacker (especialista em invadir sistemas informatizados).
O que chamou a atenção de Veneri foi o fato de os invasores não terem levado nada dos gabinetes. ''Copiaram arquivos do computador e remexeram em documentos da CPI da Copel (Companhia de Energia Elétrica). A única coisa que levaram foi uma fita de vídeo de um dos funcionários, deixando para trás uma câmera que vale cerca de R$ 5 mil'', afirmou Veneri. A fita continha apenas gravações de aniversários de familiares do funcionário.
O presidente da Assembléia, Hermas Brandão (PSDB) menosprezou as ligações anônimas. ''Vamos investigar, mas acho pouco provável que os grampos realmente existam''. ''Quanto às invasões, ainda não está claro como a mesmas foram feitas. Alguns dos gabinetes não mostravam nenhum sinal de arrombamento nas portas'', destacou Brandão.

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