Um grupo de deputados estaduais já começou a discutir a possibilidade de formação de uma nova bancada partidária na Assembléia Legislativa para suprir eventuais ‘amarras políticas’ que venham a ser impostas até as eleições do ano que vem. Os parlamentares, entre eles o líder do governo Valdir Rossoni (PDT) e Beto Richa (PSDB), buscam uma alternativa partidária para garantir o apoio ao governador Jaime Lerner, que disputa a reeleição no ano que vem, e prometem um bloco com pelo menos 12 deputados.
O PL já se ofereceu para abrigar os descontentes. E a nova bancada pode ainda abrigar os deputados Durval Amaral e Cleiton Crisóstomo - forçados a pedir afastamento do PMDB há cerca de um mês - e outros parlamentares que não estariam dispostos a disputar espaço eleitoral com o PFL, partido que tende a inchar, caso seja confirmada a filiação do governador.
O filho do ex-senador José Richa e um grupo de tucanos sentem-se ‘presos’ no PSDB, comandado sob a influência do presidente da Telepar, ex-governador Álvaro Dias. O pivô do descontentamento foi o processo de discussão em torno da filiação do governador no partido, em maio deste ano. Contrariando a vontade dos ‘lerneristas’, a maioria do diretório rejeitou a filiação. De lá para cá, o grupo, que também é integrado pelos deputados Cesar Silvestri e Ricardo Chab, sente-se perseguido e isolado.
No PDT, a situação não é diferente. A maioria dos deputados aguardava a transferência de Lerner para o PFL para anunciar que ficaria no partido. No entanto, a decisão da direção nacional de proibir qualquer aliança com o PFL e sinalizar interesse de aproximação com o PMDB - o que vai de encontro aos planos do grupo de Lerner - mudou o rumo dos deputados. ‘‘A desfiliação de Aníbal Khury do PTB é um complicador. Muitos pedetistas viam a sigla como refúgio e agora vão ter que repensar, já que há uma ala que defende a aproximação com o senador Roberto Requião’’, avalia Valdir Rossoni.

mockup