Curitiba - As sessões plenárias da Câmara Federal não contaram com boa parte dos deputados no primeiro semestre deste ano. Um levantamento divulgado ontem pelo Congresso em Foco mostrou que um em cada cinco deputados faltou a mais de 25% das sessões. A pesquisa foi realizada nos dias 22 e 23 de julho com base no relatório de presença divulgado pelo site da Câmara.
O deputado federal paranaense e candidato à Prefeitura de Londrina pelo PT, André Vargas, é apontado pelo estudo como o parlamentar com maior número de faltas não justificadas. O deputado faltou a 28 das 63 sessões. Oito delas aparecem no controle de presença em plenário disponibilizado no site da Câmara como justificadas e 20 sem justificativa.
Segundo Vargas, todas as faltas são decorrentes de licenças médicas e não constam no site como justificadas por uma demora na atualização dos dados. Ele encaminhou à Redação cópias via fax de atestados médicos, referentes a 25 dias, assinados pelos médicos Márcio Próspero e Carlos de Barros Mott. Os atestados foram protocolados na Câmara no dia 25 de julho de acordo com os documentos enviados.
Entre os paranaenses, Odílio Balbinotti (PMDB) é o segundo com maior número de faltas não justificadas. Ele faltou a 16 das 63 sessões. Em terceiro ficou Cezar Silvestri (PPS), que faltou a 14 sessões sem apresentar justificativa. Silvestri explica que a grande maioria de suas faltas está concentrada no mês de junho, em que ele estava auxiliando na organização das convenções municipais que escolheriam os candidatos ao pleito de 2008. Ele afirma ainda que, por ser o único deputado federal do partido, sua presença foi bastante solicitada pelos correligionários. Balbinotti não foi localizado pela reportagem para comentar as faltas.
Já o maior número de faltas justificadas entre os deputados do Paraná foi de Max Rosemann (PMDB), que não estava presente em 25 sessões, mais de um terço do total. Segundo o deputado, suas ausências são relativas a missões oficiais em Montevidéu, onde é um dos representantes brasileiros no Parlamento do Mercosul.
De acordo com o Congresso em Foco, dos 524 parlamentares que assumiram mandatato como titulares ou suplentes, 91 tiveram pelo menos 16 dias de ausência. A média de ausências nos primeiros seis meses do ano é de 15,41%, pouco maior que a média registrada em todo o ano passado que foi de 13,88%.
Entre as faltas totais, reunindo as justificadas e não justificadas, o mais faltoso é o deputado Alberto Silva (PMDB), do Piauí, que faltou a todas as sessões, 45 delas com justificativa médica. Apesar de não ter participado de nenhuma sessão, o parlamentar não foi substituído por seu suplente porque não apresentou nenhum atestado que pedisse, individualmente, um afastamento superior a 120 dias.
Em segundo lugar ficou a deputada Nice Lobão (DEM-MA), com 41 faltas, o que corresponde a 65,1% das sessões. Apenas duas não foram justificadas. Do total, 36 parlamentares tiveram 100% de aproveitamento e não faltaram a nenhuma sessão.

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