A Assembléia Legislativa do Paraná começou os trabalhos de novo período, relativo a este ano, decidindo derrubar dois vetos do governador Jaime Lerner (PFL). Na pauta de votações de ontem estavam relacionados cinco vetos, dos quais três foram mantidos.
No primeiro dos dois vetos, os deputados decidiram promulgar o projeto de lei de autoria do deputado Elio Rusch (PFL) – primeiro vice-presidente da Casa – que autoriza o Executivo a estadualizar a estrada intermunicipal que liga os municípios de Missal a São Miguel do Iguaçu (43 quilômetros a nordeste de Foz do Iguaçu). O outro veto, que possibilitou a promulgação, é sobre um projeto dos deputados Ângelo Vanhoni (PT) e Algaci Túlio (PTB), autorizando o Executivo a empreender os estudos de planejamento necessários à criação da Coordenadoria de Desenvolvimento do Litoral do Paraná (Codel).
Também foi aprovado pelos parlamentares – em primeira discussão – o projeto do deputado Beto Richa (PTB), atual vice-prefeito de Curitiba, autorizando o Executivo a implantar um Programa de Demissões Voluntárias (PDV) no governo do Estado. Ainda entre os projetos em pauta, os deputados decidiram enviar de volta à Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) o projeto do deputado Irineu Colombo (PT) autorizando o Estado a conceder auxílio às famílias carentes, instituindo o Programa Criança na Escola.
Na Assembléia Legislativa, a pauta de votações deixou de ser elaborada exclusivamente pelo presidente da Casa e passou a ser composta a várias mãos, com a participação dos líderes dos partidos.
A Câmara de Vereadores abriu ontem à tarde suas atividades. Foi realizada sessão solene e não houve votações. Os vereadores de Curitiba prometem começar o ano brigando pela instalação de Comissões Parlamentares de Inquérito (CPIs). A base aliada ao prefeito quer instalar três CPIs: funerárias, fundos mútuos (do setor de funerárias) e vandalismo no futebol. Já a oposição quer instalar uma CPI para investigar o convênio entre a Prefeitura Municipal e a Cosmo (Cooperativa de Trabalhadores Autônomos de Curitiba). O convênio está temporariamente suspenso por determinação da Justiça do Trabalho.
Na pauta de votações, um tema que promete gerar polêmica na Câmara este ano será mudança no texto da lei que abre brechas para que os vereadores recebem jetons de até R$ 4,5 mil, o que equivale a um salário mensal.
Os três vetos mantidos se referem à doação de máquinas para o município de Jundiaí do Sul, à autorização para a criação de uma delegacia antitóxicos em Maringá e o terceiro autorizando o Executivo a criar um colégio agrotécnico em União da Vitória. (M.D.)

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