Curitiba - Os deputados estaduais aprovaram, ontem, um requerimento que suspende as sessões plenárias da Assembleia Legislativa (AL) a partir de amanhã até o dia 4 - dia seguinte às eleições. O requerimento foi encaminhado pelos líderes dos partidos e foi aprovado por quase todos os deputados presentes, com exceção de Jocelito Canto (PTB). O ''recesso branco'' foi aprovado apesar do presidente da Casa, Nelson Justus (DEM), ter afirmado, na retomada das sessões em agosto, que não haveria interrupção dos trabalhos.
Segundo o líder da bancada do governo, Caíto Quintana (PMDB), a decisão só foi tomada porque a pauta principal de projetos já foi votada. ''Hoje (ontem) nós realizamos três sessões seguidas e conseguimos aprovar as matérias de maior importância. Amanhã (hoje) dificilmente tenhamos quorum para votação.''
Já o líder da bancada de oposição, Élio Rusch (PSDB) acha a medida natural, já que não adiantaria marcar sessões neste período por causa da falta de quorum para a votação das matérias. ''Este ano tivemos muito mais sessões do que nos outros anos de eleição. Tivemos sessões todo mês de agosto e uma semana em setembro. Quantos dias trabalhou o Congresso Nacional?'' Ele acredita que a sociedade também entendará o ''momento''.
Único contrário à decisão, Canto avisou que irá protocolar, hoje, um requerimento para que os deputados devolvam o salário correspondente ao período parado. Os demais trabalhos e comissões da Casa continuam normalmente.
Defesa
Os deputados Nelson Justus e Alexandre Curi (PMDB), presidente e primeiro secretário da Casa, respectivamente, entregaram, ontem, suas defesas à Comissão de Inquérito que analisa um pedido de cassação dos seus mandatos, protocolado pelo Partido Verde. O prazo terminaria hoje, mas o documento com a defesa foi entregue ao presidente do Comitê de Ética da Casa, deputado Pedro Ivo (PT), um dia antes.
Os deputados argumentam a perda do objeto do processo, uma vez que a Justiça Estadual julgou improcedente o pedido de afastamento de Justus e Curi da Mesa Diretora. Ivo já encaminhou um pedido à Procuradoria Jurídica da AL para que faça um ''parecer jurídico sob as questões apresentadas''. A procuradoria tem 30 dias para responder o requerimento.
Stephanes Junior (PMDB), membro da Comissão de Inquérito, solicitou ao Ministério Público para que faça um requerimento para que a Justiça autorize o compartilhamento das informações coletadas pelos promotores acerca das denúncias de desvio de dinheiro da AL, já que o processo corre em segredo de justiça.

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