Curitiba - Apenas um dos três deputados estaduais que deixaram o governo do Estado na última sexta-feira para reassumir seus postos na Assembléia Legislativa compareceu ontem à sessão. O ex-chefe de gabinete do governador Roberto Requião (PMDB), deputado Varderlei Iensen (PMDB) esteve ontem no plenário. O ex-chefe da Casa Civil, deputado Caíto Quintana (PMDB), e o ex-secretário de Asssuntos Metropolitanos, deputado Edson Strapasson (PMDB), não apareceram.
Os deputados que reassumiram seus cargos na Assembléia preferiram passar o dia despachando em seus gabinetes. Iensen ficou pouco tempo em plenário. Para que os três pudessem reassumir saíram da Casa os suplentes César Seleme (PDMB), Ademir Bier (PDMB) e deveria sair Antônio Anibelli (PMDB). Entretanto, este último permanece porque ontem mesmo o deputado Mário Sérgio Bradock (PMDB) pediu licença médica por 130 dias.
Bradock explicou que está com problemas familiares e em decorrência disso está muito abalado e sofrendo de estresse. O deputado, que vai manter seu gabinete aberto, vai continuar recebendo salário, mas não mais as verbas auxiliares. O regimento interno da Assembléia, modificado ano passado, prevê que os deputados só podem tirar licença remunerada em caso de problemas de saúde. Isso é justamente para evitar licenças apenas para acomodar outros parlamentares.
Apesar de a licença ser de 130 dias, Bradock garantiu que dentro de um mês estará de volta à Casa. ''Nunca fui ao médico. Uma vez na vida tenho que me cuidar'', afirmou. Bradock garantiu que o motivo de seu afastamento não é pressão do PMDB para que Anibelli fique na Casa. Apesar do atestado médico apresentado ontem, no último domingo o Departamento de Comunicação da Assembléia soltou uma nota com a afirmação do próprio deputado dizendo que ''não se trata de nenhuma licença médica''.

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