Os parlamentares, decididamente, querem controlar ainda mais o que se fala, ouve e vê no período eleitoral. Além do projeto que pretende impor o horário eleitoral à TV paga, de autoria dos deputados petistas Milton Temer (RJ) e João Paulo Cunha (SP), divulgado na semana passada, tramitam na Câmara diversas propostas que tentam modificar a lei que regulamenta as eleições no País.

O deputado Bispo Rodrigues (PL-RJ), por exemplo, quer proibir no período de campanha eleitoral de 6 de julho a 30 de novembro de 2002 publicidade de empresas de telefonia que tenham números identificadores coincidentes com os dos partidos. O deputado argumenta que a ''maciça campanha publicitária'' das empresas pode favorecer os candidatos com números idênticos aos anunciados.

Outra maneira de manipular a população, na opinião do deputado Aldo Arantes (PCdoB), são as pesquisas de intenção de voto. Por isso, ele quer obrigar todos os veículos a publicarem conjuntamente os resultados de pesquisas que estejam registradas na Justiça Eleitoral.

Já o deputado José Carlos Coutinho (PFL-RJ) propôs que um exame antidoping esteja entre os documentos necessários para o registro de candidaturas no Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Na sua justificativa, o deputado se diz preocupado com as consequências para a população ''de atos amorais ou insanos'' de autoridades dependentes de drogas.

Ainda segundo a proposta de Coutinho, um resultado positivo no exame antidoping não impediria o político de lançar candidatura. ''Servirá, apenas, para tornar pública a situação do candidato'', esclarece.

mockup