Brasília - Os deputados federais também querem o teto máximo de salário. Consultas informais que o presidente da Câmara, Aldo Rebelo (PC do B-SP), tem feito aos deputados e líderes partidários apontam a tendência de um reajuste salarial para os parlamentares no limite dos vencimentos dos ministros do Supremo Tribunal Federal (STF). No Congresso, a idéia de alterar as remunerações para os deputados que assumirão em 1º de fevereiro não tem opositores, mas a discussão é quanto ao índice de aumento. Ontem, Rebelo confirmou a reivindicação para que o ordenado dos congressistas (R$ 12.847,20) chegue ao valor do vencimento dos ministros do STF, atualmente de R$ 24.500,00, o que significaria uma ampliação de mais de 90%.
O acréscimo salarial dos parlamentes repercute nas assembléias legislativas e nas câmaras municipais. O deputado estadual pode receber até 75% do salário do federal. O limite para a remuneração dos vereadores depende do tamanho da cidade e varia de 20% do subsídio do deputado estadual, em município de até dez mil habitantes, até 75% dos ordenados dos estaduais, em locais com população acima de 500 mil habitantes.
Até o fim do ano, os deputados e senadores que assumirão em 1º de fevereiro deverão ter os vencimentos ampliados, segundo Calheiros. Na Câmara, a amplificação do salário dos deputados seria concedido com um corte para que não haja impacto no orçamento da Casa, de cerca de R$ 3,3 bilhões para 2007. ''A demanda por aumento de salários sempre existiu a partir da idéia de que deva haver isonomia entre os salários dos três Poderes'', afirmou o presidente da Câmara.
Ontem, depois de reunir a bancada, o líder do PT na Casa, Henrique Fontana (RS), defendeu a reposição da inflação dos últimos quatro anos para a remuneração dos parlamentares. O último incremento foi em 2003, quando os vencimentos foram igualados aos do Supremo Tribunal na época. Fontana quer a manutenção da verba indenizatória de R$ 15 mil, usada para pagar os gastos dos parlamentares com o mandato nos Estados. Ele argumenta que os recursos são para pagar despesas com o exercício do mandato e não significam salário.

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