Curitiba - O ex-deputado federal José Borba (PMDB), que renunciou ao mandato para evitar um processo de cassação devido ao escândalo do mensalão, deve ter negada sua candidatura às eleições do ano que vem. Lideranças do PMDB paranaense, como o presidente estadual da sigla Dobrandino da Silva e o deputado estadual Nereu Moura, acreditam que a renúncia de Borba tornou insustentável a candidatura do ex-líder da bancada paranaense a um novo mandato na Câmara Federal.
Para Moura, a renúncia de Borba equivaleu a uma confissão de culpa. ''Se ele tivesse sido homem para encarar o processo de cassação, poderíamos avaliar a situação dele. Mas ao renunciar ao mandato, não concordo com a possibilidade de ele conseguir uma vaga na chapa de deputados do PMDB nas eleições do ano que vem'', afirmou Moura. Com uma recente onda de filiações de lideranças políticas no Estado, o PMDB já vê dificuldades em acomodar todos os possíveis candidatos em uma única chapa.
Dobrandino ressaltou que Borba não está livre de um processo de expulsão do PMDB. ''Isso vai depender de uma solicitação por escrito de algum deputado. Mas se isso ocorrer, iremos analisar o caso e ele pode realmente ser expulso do partido'', salientou o presidente estadual da sigla.
Borba renunciou ao mandato na segunda-feira. O peemedebista é acusado de ter recebido R$ 2,1 milhões das contas do publicitário Marcos Valério, apontado como o operador do mensalão. O ex-deputado federal afirmou que a denúncia foi uma forma de evitar um julgamento político na Câmara que se assemelha a uma caça às bruxas, e que irá provar sua inocência perante à Justiça nos ''tribunais isentos de emocionalismos e interesses políticos.''

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