Brasília - A movimentação de deputados aliados ao governo para criar uma segunda CPI na Câmara para investigar a Petrobras desagrada o comando do PT. O objetivo seria enfraquecer a CPI criada no Senado para investigar supostas irregularidades na estatal. Outra estratégia seria a criação de uma CPI mista - formada por deputados e senadores.
A bancada do partido na Câmara vai colocar em discussão hoje a proposta de criação de uma CPI mista. O deputado André Vargas (PT-PR), autor da proposta, chegou a falar em uma CPI exclusiva dos deputados para se opor àquela criada no Senado, mas recuou depois de ouvir correligionários.
Vargas afirma que uma investigação mista, envolvendo deputados e senadores, pode enfrentar menos resistência.
No encontro, o líder do PT, Candido Vaccarezza (SP), vai defender que a proposta seja engavetada. ''Não é porque o PSDB do Senado foi irresponsável, inconsequente, que vamos responder com irresponsabilidade. Essa CPI do Senado e qualquer outra CPI para investigar a Petrobras não são boas para o país. Essa é uma investigação que não faz o menor sentido'', disse.
Vargas que também se diz contrário à investigação da Petrobras no Senado afirmou que a ideia surgiu para dar equilíbrio à investigação e diminuir o tom eleitoral dos debates, tirando o Senado do foco.
A avaliação de outros integrantes do PT, no entanto, é que uma nova CPI não ameniza a situação, tendo em vista que a base aliada vai ficar com a maioria das vagas na CPI do Senado.

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