Deputados querem a cabeça de Durval
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domingo, 09 de novembro de 1997
Curitiba 
Arquivo FolhaAmaral, relator da proposta orçamentária, é acusado de privilegiar base eleitoral em emendasUm grupo de deputados estaduais liderados por Basílio Zanusso (PFL), Horácio Rodrigues (PL) e João Tecchy Filho (PPB) desencadeou um processo de fritura do relator da proposta orçamentária do Paraná para 98, Durval Amaral (PFL). Os parlamentares acusam o relator de ter negociado e de ter usado o cargo para garantir emendas orçamentárias para sua base eleitoral junto ao governo.
O protesto feito oficialmente pelos deputados contra Amaral chegou ao conhecimento do presidente da Assembléia Legislativa, Aníbal Khury (PFL). O deputado convocou reunião para amanhã com os líderes das bancadas, Amaral, e o presidente da Comissão de Orçamento, Cesar Silvestri (PTB). Pode ter havido coincidência, minimiza Khury.
O item que mais chamou a atenção do grupo foi a rubrica de R$ 13 milhões para Cambé, sua principal base eleitoral. Há previsão no texto enviado pelo governo defendendo a conclusão de obras no aeroporto na cidade. Esse tipo de coisa deveria estar previsto numa emenda parlamentar. Fica fácil garantir recursos desse jeito e limitar em R$ 1 milhão as emendas dos demais, queixa-se um parlamentar que discorda dos critérios defendidos pelo relator.
Amaral diz que as acusações são levianas e prepara um levantamento de todos os municípios que serão beneficiados com o orçamento, de acordo com o texto do governo. Estão querendo me derrubar por outros motivos. O que há são muitos deputados mal informados que desconhecem a regra da LDO (Lei de Diretrizes Orçamentárias) que diz que obras paralisadas e em andamento têm prioridade, explica. Ele diz que R$ 6 milhões dos R$ 13 milhões rubricados para Cambé tratam desse tipo de obra.
O relator do orçamento adianta que o pequeno município de Presidente Castello Branco - base eleitoral de Basílio Zanusso - tem rubrica de R$ 1,2 milhão. Segundo ele, os recursos estão distribuídos de forma uniforme e atingem os 399 municípios. Ele cita as previsões orçamentárias para Maringá (R$ 33 milhões); Londrina (R$ 78 milhões); Pinhão (R$ 24 milhões); Bocaiúva do Sul (R$ 6 milhões); Mandirituba (R$ 11,6 milhões); Paranaguá (R$ 19,7 milhões); Ponta Grossa (R$ 43 milhões); e Wenceslau Brás (R$ 5 milhões). (L.D.)


