Curitiba - Mesmo sem nem ter começado, a CPI da Telefonia foi prorrogada ontem por mais 60 dias. Agora sete deputados da Assembleia Legislativa (AL) do Paraná terão que ''concluir'' em dois meses aquilo que não fizeram em 120 dias, a começar pela escolha de um presidente e de um relator. Essa Comissão Parlamentar de Inquérito foi criada junto com outras seis, em outubro de 2012. Na época, uma manobra avalizada pela base política do governador Beto Richa (PSDB) impediu que a CPI dos Pedágios fosse instalada, ''passando na frente'' dela outras seis comissões de inquérito.
A CPI da Telefonia foi proposta por Fernando Scanavacca (PDT), mas ele não quis assumir a presidência, como é de praxe na Assembleia, e indicou outros políticos para a vaga do seu partido na composição. O último foi o recém-chegado Luiz Carlos Martins (PSD), cujo mandato de suplente começou há um mês. Assim que foi informado da sua indicação para a CPI, Martins usou a tribuna para reclamar do ''abandono'' da comissão e lembrar que, se não fosse prorrogada, ela terminaria nesta sexta-feira sem ter promovido nenhuma reunião.
Se houver uma reunião para o início dos trabalhos, a presidência deve ficar com Paranhos (PSC). Martins pode ser o relator, mas nada impede que a vaga acabe com Nereu Moura (PMDB), Bernardo Carli (PSDB), Douglas Fabrício (PPS), Professor Lemos (PT) ou Roberto Aciolli (PV), que também compõem a CPI. FOLHA já adiantou que todas as demais comissões de inquérito (Grandes Devedores, Pesquisas Eleitorais, Planos de Saúde) também foram prorrogadas, exceto a CPI da Copa, cujo relatório final foi entregue ontem.
O relator da CPI da Copa, Jonas Guimarães (PMDB), não fez reparações ao andamento de obras ou uso de dinheiro público na reforma do estádio do Clube Atlético Paranaense, apenas indicando que a Comissão de Esportes da AL, o Ministério Público e o Tribunal de Contas acompanhem as obras e preparativos do evento esportivo internacional. A comissão foi presidida por Fábio Camargo (PTB), cotado para encabeçar uma espécie de reedição da CPI das Falências Judiciárias, agora voltada para os ''síndicos'' desses processos (escolhidos pelo Tribunal de Justiça do Paraná).
Assim que qualquer outra CPI terminar na Assembleia, a direção da Casa poderá instalar a polêmica comissão sobre as concessões de pedágio no Paraná. Ela foi proposta por Nelson Luersen, do PDT, e não é inédita na AL. Outras duas CPIs do Pedágio já foram realizadas, inclusive uma em que o atual líder do governo, Ademar Traiano (PSDB), era o relator.

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