Se depender da promessa dos sete deputados de Londrina na Assembléia Legislativa e na Câmara Federal, o ano que chegou deve deixar para trás não só a correria das eleições de outubro das quais quatro participaram disputando a Prefeitura da cidade , como também as notícias de pouca ou nenhuma verba a setores considerados essenciais para o atendimento à população. Caso se concretizem, os acordos devem resolver ao menos em parte problemas crônicos como a crescente falta de segurança, de empregos ou mesmo de leitos nos hospitais públicos.
Em sua primeira legislatura como deputada estadual, a ex-vereadora Elza Correia, colega de partido do governador Roberto Requião (PMDB), diz que a segurança será seu principal foco de atenção em 2005. A preocupação da parlamentar se baseia no índice de quase 200 homicídios registrados em 2004. Ela avisa: não pretende agir pela criação de novas leis, mas na ampliação e divulgação das já existentes. ''Temos que trabalhar com as secretarias estaduais de Justiça e de Segurança integradas, mais os investimentos nas áreas de inclusão social. Emendas coletivas e individuais para isso já foram aprovadas para liberar verbas'', afirmou, sem entrar em valores. ''O Paraná tem cerca de 11 mil leis; temos que ver as demandas e eliminá-las, em vez de criar leis que, na verdade, só alteram o nome de outras que existem'', considera.
Colega de Assembléia de Elza, o petista André Vargas assume o compromisso de trazer mais verbas para a saúde como alternativa ao que ele chama de ''discriminação'' à Região Metropolitana de Londrina, em detrimento da de Curitiba. ''O Governo do Estado tem priorizado a Capital sistematicamente no envio de recursos a hospitais; Londrina e Maringá ficam de fora'', argumenta. Em seguida, Vargas que também é líder do PT no Paraná acrescentou que obras de infra-estrutura também serão sua bandeira de atuação este ano. Uma delas, adiantou, é a duplicação da Rodovia Carlos Strass, na Zona Norte de Londrina, cuja rubrica já foi liberada. ''O Governo ainda tem que melhorar muito o relacionamento institucional com Londrina. Um bom passo seria liberar recursos a fundo perdido para essa duplicação'', defende. As críticas de Vargas a Requião têm como pano de fundo o recente rompimento do PT com o PMDB.
Também oposição a Requião e já em campanha pela candidatura do senador Osmar Dias (PDT) ao Palácio Iguaçu, em 2006, o deputado estadual Barbosa Neto (PDT) mandou um recado ao peemedebista: ''Que em 2005 ele abra as torneiras a Londrina e deixe essa obsessão pela região de Curitiba''. Nesse sentido, prossegue Barbosa, a expectativa é que o governador ''faça valer'' as verbas liberadas em emendas de sua autoria. A maioria é ligada à saúde e deve contemplar não só Londrina, como também municípios da região. ''São R$ 200 mil a cada um: Hospital Univerisário (HU), Santa Casa e Hospital Evangélico de Londrina, bem como ao Cristo Rey (Ibiporã) e à Santa Casa de Cambé, pois estão todos à beira interromper o atendimento'', alertou. Outro norte a ser defendido pelo pedetista é voltado à Ciência e Tecnologia: ''Vamos implantar o Plano de Cargos, Carreiras e Salários (PCCS) da Universidade Estadual de Londrina (UEL). Faltam 14 meses úteis para isso, tirando recessos parlamentares e preparação à eleição''.

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