Deputados planejam esforço para votações
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terça-feira, 23 de novembro de 2004
Rodrigo Sais<br> Equipe da Folha 
Curitiba - O presidente da Assembléia Legislativa, Hermas Brandão (PSDB), pretende fazer um esforço para esvaziar a pauta de votações do órgão até o dia 15 de dezembro. Além do Orçamento, que deve ser votado impreterivelmente para que o ano legislativo possa ser encerrado, ainda existem alguns projetos de lei e vetos do governador Roberto Requião que devem causar polêmica nas últimas semanas de trabalho da Assembléia.
Um dos projetos mais controversos deve ser votado hoje: o reajuste do salário dos secretários estaduais. O governo defende que o salário atual dobre, indo para cerca de R$ 11,5 mil, mas uma emenda do deputado André Vargas (PT) pede que o salário vá para R$ 8,5 mil. O plenário deve decidir hoje se acata a emenda do petista ou mantém o projeto original, de autoria do deputado Antonio Anibelli (PMDB).
Alguns dos vetos a serem apreciados também devem causar agitação no plenário, especialmente por serem vetos de Requião a projetos de deputados da base aliada. O deputado Tadeu Veneri (PT), por exemplo, luta para que a Assembléia derrube o veto ao projeto que estipula uma jornada de 30 horas aos funcionários da saúde. O veto deve ser incluído por Brandão na pauta ainda esta semana.
Não bastasse as polêmicas inerentes ao final de ano, outro tema ainda aumenta a temperatura nos bastidores da Assembléia: a eleição para a mesa executiva da Casa, que acontece bienalmente. Brandão deve ser reconduzido ao cargo para um terceiro mandato, mas o resto da composição da mesa ainda é uma incógnita. A oposição reivindica um cargo na segunda secretaria, ocupada atualmente por Geraldo Cartário (PSL), além da devolução do posto ocupado por Cleiton Kielse (PMDB) para o PFL, partido pelo qual originalmente ele foi eleito para a mesa. O PT também discute internamente se mantém André Vargas na 1 vice-presidência.


