O deputado Romildo Titon (PMDB), líder do governador Paulo Afonso Vieira (PMDB) na Assembléia de Santa Catarina, e o deputado Idelvino Furlanetto (PT) trocaram empurrões, ontem, na sessão mais tumultuada da Casa, desde as discussões do escândalo dos precatórios no ano passado. Manifestantes tentaram invadir o plenário, houve muito empurra-empurra, bate-boca no plenário, galerias lotadas, discursos interrompidos por palavras de ordem e atuação da polícia para conter os manifestantes no saguão da Assembléia.
O atraso do 13º salário do ano passado foi o motivo de toda a confusão. Sem dinheiro em caixa, o governador Vieira não paga o 13º porque não consegue vender as ações das estatais, impedido pela oposição - PPB, PFL e PT. Funcionários públicos com faixas contra a oposição e adesivos de campanha do governador, que é candidato à reeleição, encheram ontem as galerias para protestar contra a votação de um projeto de lei que impede a venda das ações.
O clima ficou tenso porque também estavam presentes agricultores que protestavam contra o governador. A tensão nas galerias contagiou o plenário, onde o líder do governo, Titon, tentou interromper, com um empurrão, o discurso do petista Furlanetto.

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