Deputados pedem renúncia de Cunha
Brasília - Menos de uma hora depois da Procuradoria Geral da República denunciar o presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), ao Supremo Tribunal Federal, um grupo parlamentares do Psol, PSB e PT convocou a imprensa ontem para divulgar um manifesto que pede o afastamento do peemedebista do cargo. "A responsabilidade de dirigente maior de uma das casas do Poder Legislativo é incompatível com a condição de denunciado. Em defesa do Parlamento, clamamos pelo afastamento imediato de Eduardo Cunha da Presidência da Câmara dos Deputados", diz o manifesto, que foi intitulado "Em Defesa da Representação Popular".
Sem citar nomes, o documento afirma que parlamentares de dez partidos endossam a iniciativa: Psol, PSB, PT, PPS, PDT, PR, PTB, PSB, Pros e PMDB. Segundo o deputado Chico Alencar (RJ), líder do Psol, o peemedebista que subscreve a iniciativa é o deputado Jarbas Vasconcelos (PMDB-PE).
"A denúncia do procurador é muito robusta e sólida. As evidências das ilegalidades graves que o presidente da Câmara cometeu são cada vez maiores", afirma o deputado Henrique Fontana (PT-RS). "Nas últimas semanas, ele (Cunha) já utilizou a Presidência da Casa ativando a Advocacia Geral da União para tentar anular um processo de busca e apreensão que o Ministério Público havia feito", justificou o parlamentar petista.
Os deputados prometem se revezar na tribuna do plenário na semana que vem para pedir o afastamento e constranger o presidente da Casa. "Não reconhecemos a legitimidade, se ele (Cunha) tiver a insensatez de permanecer no cargo", afirma o deputado Chico Alencar (psol-RJ).
A intenção do grupo (que hoje gira em torno de 40 deputados e espera-se que envolva 100) é entrar com representação contra ele no Conselho de Ética se a denúncia for acatada pelo STF e ele se transformar em réu. Em outra frente, os deputados pretendem pressionar a cúpula da CPI da Petrobras para que o peemedebista deponha na comissão. (Pedro Venceslau/Agência Estado)





