Deputados pedem quebra de sigilo de publicitário
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quarta-feira, 28 de abril de 1999
Agência Estado 
A CPI da Assembléia Legislativa do Rio de Janeiro que apura irregularidades na campanha eleitoral do PSDB ao governo do Estado vai pedir à Justiça a quebra do sigilo bancário do publicitário Duda Mendonça, dono da agência de publicidade A2CM. A empresa foi responsável pela campanha do candidato tucano Luiz Paulo Corrêa da Rocha a governador em 1998 e pela propaganda oficial do PSDB. Pelo serviço, a agência de Mendonça recebeu R$ 6,5 milhões. Do total, apenas R$ 300 mil foram declarados na prestação de contas do candidato ao Tribunal Regional Eleitoral (TRE).
Os outros R$ 6,2 milhões foram repassados à A2CM por cinco agências de publicidade contratadas por licitação para fazer a propaganda do governo. Segundo apuração da CPI, o então secretário estadual de Fazenda, Marco Aurélio Alencar, sugeriu às agências, em reunião no dia 14 de julho de 1997, que assinassem acordo com a A2CM repassando 50% de suas comissões de criação e produção. Há indícios, de acordo a CPI, de que o dinheiro público da propaganda oficial tenha sido desviado para a publicidade de campanha.
De acordo com o edital de licitação, qualquer contrato de terceirização que viesse a ser firmado pelas cinco agências deveria ser publicado no Diário Oficial, o que não foi feito. Em depoimento à CPI ontem à tarde na CPI, Mendonça negou que tivesse qualquer conhecimento sobre o conteúdo do contrato do governo com as agências. Ele explicou que o contrato de terceirização entre a A2CM e as empresas de publicidade é legal. É um acordo operacional de transferência de tecnologia de marketing perfeitamente normal, afirmou.


