Deputados paranaenses também estão na mira
Outro que está em situação muito ruim é o ex-presidente da Câmara João Paulo Cunha (PT-SP). Ele não conseguiu ainda explicar por que sua mulher, Márcia Regina, retirou R$ 50 mil da conta de Valério no Banco Rural. João Paulo tem se mostrado muito abatido. Para piorar a situação, a CPI comprovou que Valério pagava todo mês R$ 20 mil para sua assessoria, feita pelo jornalista Luiz Costa Pinto.
Completando o grupo de petistas em perigo estão o ex-líder do partido Paulo Rocha (PA), o ex-líder do governo Professor Luizinho (SP), João Magno (MG), Josias Gomes (BA), que sacou R$ 100 mil do Rural usando a carteira de parlamentar, e José Mentor (SP), que recebeu R$ 120 mil das empresas de Valério e foi acusado pela secretária Fernanda Karina Somaggio de passar informações privilegiadas para o chefe quando era relator da CPI do Banestado.
Nos outros partidos, além de Jefferson estão muito ameaçados o líder do PP na Câmara, José Janene (PR), acusado de receber pelo menos R$ 4,1 milhões, Vadão Gomes (PP-SP), que teria sacado R$ 3,7 milhões, e Pedro Correa (PE), presidente nacional do PP. Há também graves indícios, e provas, implicando os deputados Carlos Rodrigues (PL-RJ), Wanderval Santos (PL-RJ), Pedro Henry (PP-MT), José Borba (PMDB-PR) e Romeu Queiroz (PTB-MG). Todos eles por terem recebido dinheiro do esquema de corrupção montado pelo PT.





