Deputados paranaenses podem ser punidos pelo partido
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sexta-feira, 27 de maio de 2005
Rodrigo Sais<br> Equipe da Folha 
Curitiba - Um dos 14 parlamentares petistas a assinar o pedido de instlação da CPI dos Correios no Congresso, o deputado federal paranaense Dr. Rosinha afirma não estar preocupado com a possibilidade de represália política pelo seu apoio à investigação. Embora a possibilidade dos deputados que assinaram a CPI serem expulsos do partido esteja descartada por ora, o ministro-chefe da Casa Civil acenou ontem com a possibilidade de punições no âmbito do partido aos dissidentes. Além de Dr. Rosinha, a deputada petista paranaense Dra. Clair também foi favorável à criação da comissão parlamentar.
Entre as punições cogitadas pela cúpula petista está o afastamento dos signatários dos cargos em comissões permanentes da Câmara dos Deputados que tenham ocupado devido a indicação do partido. Dr. Rosinha ocupa a comissão de Seguridade Social, uma das mais importantes da Câmara. Já Dra. Clair integra a Comissão de Trabalho, Administração e Serviço Público. Ela não foi encontrada ontem pela reportagem da Folha.
Dr. Rosinha afirma que não está pensando na possibilidade de punição. ''O momento é perceber onde o partido está errando. O PT perdeu a presidência da Câmara e a indicação para o Tribunal de Contas da União (TCU), e não foi culpa por causa desses deputados que assinaram o pedido da CPI, e sim pela maioria da bancada'', destacou o deputado.
Dr. Rosinha justificou sua assinatura na CPI argumentando que não há envolvimento de membros do PT nas fraudes nos Correios. ''Confio completamente na honestidade do presidente Lula e nos membros do PT. Defendi a investigação porque o PT sempre foi favorável a apuração dos fatos, então a assinatura foi apenas uma manifestação da minha coerência'', ressaltou.
Além dos dois deputados petistas, oito deputados paranaenses também assinaram o pedido de instalação da CPI: Abelardo Lupion (PFL), Eduardo Sciarra (PFL), Cezar Silvestri (PPS), Affonso Camargo (PSDB), Gustavo Fruet (PSDB), Luiz Carlos Hauly (PSDB), Ricardo Barros (PP) e Oliveira Filho (PL) os dois últimos filiados a partidos que integram a base do governo Lula.


