Deputados ouvem força-tarefa da PF
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terça-feira, 10 de junho de 2003
Maria Duarte<BR>Equipe da Folha 
Curitiba - A CPI do Banestado na Assembléia Legislativa ouve hoje pela manhã os depoimentos do delegado da Polícia Federal José Francisco Castilho Neto (que foi afastado ontem das investigações para trabalhar com o procurador da República, Luiz Francisco de Souza) e do perito criminal Renato Rodrigues Barbosa. Ambos compõem a força-tarefa que investiga um esquema de lavagem de dinheiro através de contas CC-5 na agência do Banestado em Nova York, nos Estados Unidos. Os depoimentos começam às 10 horas, no Plenarinho da Assembléia. A CPI quer saber detalhes das investigações da força-tarefa, que suspeita de irregularidades no valor aproximado de US$ 30 bilhões. O procurador federal Luiz Francisco de Souza virá depor no início de agosto, por questões de agenda.
O presidente da CPI, deputado Neivo Beraldin (PDT), foi notificado ontem de uma decisão da 4 Vara de Fazenda Pública em Curitiba que, na prática, é positiva para a CPI. As empresas DM e Rodoférrea Construtora de Obras entraram na Justiça com o objetivo de impedir que os deputados da CPI tivessem acesso aos dados da quebra do sigilo bancário das empresas, solicitados ao Banco Central (BC) pela CPI. Mas a liminar pedida pelos advogados das empresas foi indeferida. Mesmo assim, a CPI não recebeu os dados. O BC não entregou os dados aos deputados por entender que a CPI não tem poder de pedir a quebra de sigilo bancário sem autorização judicial. A assessoria jurídica de Beraldin, porém, está confiante que as CPIs estaduais têm o poder de quebrar sigilo bancário de empresas sem passar pela Justiça.
A CPI continua sem relator definido. Desde que a deputada Elza Correa (PMDB) renunciou ao posto na semana passada por desentendimentos com Beraldin em relação à condução dos trabalhos , a relatoria está vaga.


