Deputados negam denúncia de compra de apoio
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segunda-feira, 13 de junho de 2005
Andréa Bordinhão<br> Equipe da Folha 
Curitiba - A briga sobre compra e venda de apoio na Assembléia Legislativa esquentou a sessão de ontem. O deputado Renato Gaúcho (PDT) confirmou a versão do deputado Pastor Edson Praczyk (PL) de que o Palácio Iguaçu ofereceu dinheiro a eles e aos deputados do PL Mauro Moraes e Chico Noroeste que não teria participado da reunião porque tinha outro compromisso para que votassem com a base do governo. A declaração foi dada depois que o governador Roberto Requião (PMDB) disse exatamente o contrário. O governador denunciou na última quinta-feira que Praczyk foi até a Secretaria de Comunicação para pedir R$ 45 mil por mês para votar com o governo.
Os discursos de Praczyk e Renato Gaúcho estavam afinados. Assim como Praczyk já havia alegado, Gaúcho disse que eles receberam um convite do deputado Natálio Stica (PT) para se encontrar a primeira vez com o secretário Airton Pisseti e que o segundo encontro, no qual teria acontecido a proposta, foi articulado a pedido do líder do governo, deputado Dobrandino da Silva (PMDB).
Os deputados Chico Noroeste e Mauro Moraes não apareceram na sessão ontem. Porém, informações de bastidores davam conta que Moraes havia negado o achaque. ''Ouvi dizer até que o deputado (Moraes) sairia do PL se o partido processasse o governador'', alfinetou Praczyk. A reportagem da Folha não conseguiu contato nem com Moraes, que segundo sua assessoria estava em reunião, e nem com Chico Noroeste.
Dobrandino afirmou que de fato articulou o encontro, porém a pedido dos próprios deputados. ''Eu faço isso todas as vezes que me pedem. É normal'', explicou. Dobrandino negou que estivesse presente. ''Fui junto. mas saí antes porque era mais de 14h30 e eu tinha que vir para a sessão. Não cheguei a ouvir proposta nenhuma'', afirmou. O líder do governo explicou ainda que é normal o governo destinar verba publicitária para as rádios e outros veículos de comunicação, independente do proprietário. ''Tudo isso não deve ser um mal-entendido'', amenizou.
O Palácio Iguaçu enviou nota informando que Pisseti confirmou as declarações de Requião. Segundo a nota, o secretário de Comunicação afirmou que ''Praczyk condicionou seu apoio político ao governo à liberações de verbas de publicidade para emissoras de rádio que seriam indicadas por ele''.


