Curitiba - Passado o primeiro turno das eleições, os deputados estaduais reeleitos já começam a se movimentar para eleger a próxima Mesa Executiva da AL (Assembleia Legislativa) do Paraná. Pelo menos quatro nomes despontam como favoritos à chefia do Parlamento: Ademar Traiano (PSDB), Luiz Claudio Romanelli (PSB), Guto Silva (PSD) e Delegado Francischini (PSL). A votação acontece em fevereiro de 2019, logo após a posse.

Líder de Requião e Richa, Romanelli (PSB) fala abertamente sobre a intenção de chefiar o Parlamento; Traiano (PSDB), Guto Silva (PSD) e Francischini (PSL) também são cotados
Líder de Requião e Richa, Romanelli (PSB) fala abertamente sobre a intenção de chefiar o Parlamento; Traiano (PSDB), Guto Silva (PSD) e Francischini (PSL) também são cotados | Foto: Pedro de Oliveira/Alep



Atual chefe do Parlamento, o tucano apoiou abertamente o governador eleito, Ratinho Jr. (PSD), desde o início da campanha, apesar de o seu partido, o PSDB, integrar a coligação da governadora Cida Borghetti (PP). Em troca, recebeu a promessa de que, se depender do Executivo, seguiria no comando da Casa. A legenda, porém, perdeu espaço na Casa - de cinco, passou para três representantes, sendo Traiano o menos votado deles, com pouco mais de 43 mil votos.

Nos bastidores, também há pressão para que a nova Mesa corresponda à renovação de cadeiras. Dos 54 parlamentares, 21 não exerceram mandato nos últimos quatro anos, o que significa uma taxa de mudança de 38,88%. Alguns dos novatos chegarão à AL "puxados" pelos votos de Francischini. Antipetista convicto e um dos coordenadores da campanha de Jair Bolsonaro (PSL) à Presidência, o ex-secretário de Estado da Segurança obteve o apoio de mais de 427 mil eleitores, fazendo do PSL a maior bancada, com oito membros.

Outro que saiu fortalecido das urnas foi Guto Silva, com 66 mil votos. Hoje primeiro vice-presidente do Legislativo, ele é um dos principais aliados de Ratinho e também cotado a assumir algum cargo no primeiro escalão do governo, como a Casa Civil. Na sessão de segunda-feira (15), o deputado não conversou com a imprensa. Logo após o pleito, contudo, disse que o PSD e o PSC, outra sigla controlada pelo governador eleito, ainda estavam avaliando o processo eleitoral, antes de pensar na formação do secretariado.

O líder do PSD, Márcio Nunes, foi na mesma linha. "O governador assume em janeiro e a nova Mesa em fevereiro. Estamos muito longe. A eleição foi tranquila, em primeiro turno, e me parece que o governador vai ter bastante influência, mesmo sendo dois poderes independentes, o Legislativo e o Executivo. Acho que a decisão dele é muito importante. E as urnas deram um recado grande. Menos de 15% dos deputados cresceram a votação. Portanto, a maioria, 85%, ou diminuiu ou caiu fora. Temos de reparar nisso".

Romanelli, que ocupou o posto de líder das gestões Roberto Requião (MDB) e Beto Richa (PSDB), se disse "honrado e preparado para o exercício da função, respeitando as outras candidaturas postas". "A ideia é fazer um processo de modernização da Assembleia e, ao mesmo tempo, garantir avanços importantes que foram conquistados até aqui. Vamos conversar com todas as bancadas, da situação e da oposição, da atual e da nova, reconhecendo que há nova correlação de forças internas", adiantou.

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