A Assembléia Legislativa do Paraná está de ‘recesso branco’ desde o início da semana. Os deputados estaduais aproveitam a Páscoa para fazer um feriadão e viajar para suas bases eleitorais no interior. Ontem, os gabinetes já estavam vazios.
A última sessão dos deputados, na segunda-feira, durou pouco mais de 10 minutos. Quatro projetos de utilidade pública passaram com folga pelo plenário esvaziado. Artigo 28 do regimento interno dispensa a tramitação deste tipo de matéria em plenário.
A folga dos deputados não gera descontos e mantém os vencimentos inalterados. Nenhum desconto será feito pela mesa executiva da Assembléia, que avaliza o feriadão. O salário bruto de um deputado no Paraná hoje é de R$ 6 mil, R$ 4,5 mil limpo.
Cada um dos 54 tem direito ainda a R$ 3,5 mil em verba de assistência social (cadeiras de rodas) e outros R$ 3,5 mil de ressarcimento (despesas com viagens). Como ajuda extra, são pagos ainda por mês R$ 3,2 mil em sessões extraordinárias.
São poucos os deputados que assumem publicamente críticas às faltas dos parlamentares. Florisvaldo ‘‘Rosinha’’ Fier (PT) acusou ontem os companheiros de ‘‘já estarem fazendo caixinha de campanha’’. ‘‘É um absurdo, mas esta gazeta de uma semana não tem sentido’’, observa.
O presidente da Assembléia Legislativa, Aníbal Khury (PFL), não vê mal no recesso dos deputados. ‘‘Não tinha nenhuma matéria de relevância para ser analisada’’, justificou. O deputado diz que na semana que vem as atividades voltam ao normal. (LD)

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