Deputados iniciam hoje período extraordinário
A Assembléia Legislativa encerrou ontem à tarde o período legislativo, aprovando em primeira, segunda e terceira discussões o Orçamento do Paraná para o ano que vem. O período extraordinário, convocado pelo governo do Estado, se inicia oficialmente hoje e se estende até o dia 16 de janeiro do ano que vem. A convocação, assinada pelo governador Jaime Lerner (PFL), que vai custar R$ 648 mil, chegou ontem pela manhã na Assembléia e não traz uma pauta definida dos itens que serão votados.
O Orçamento do Paraná foi fechado em R$ 10,2 bilhões, com o protesto da bancada do PT que votou contra. Os deputados apresentaram emendas no valor de R$ 880 milhões, engordando a proposta do governo de R$ 9,3 bilhões. Eles também reservaram o último dia de sessão normal para trocarem elogios. Os que não se reelegeram em 4 de outubro usaram a tribuna para se despedir, como foi o caso da deputada estadual Irondi Pugliesi (PPB), que ficou como primeira-suplente do partido na Câmara Federal.
Os aliados da base governista aproveitaram a oportunidade para barganhar espaço no governo Lerner. Os deputados defenderam a indicação do líder do governo na Casa, Valdir Rossoni (PTB), para a chefia da Casa Civil. O deputado contou com o apoio até de setores da oposição, que aderiram ao lobby. Orlando Pessuti (PMDB) e Ângelo Vanhoni (PT) manifestaram-se a favor. Assim como Plauto Miró (PFL), que tem outros objetivos. Ele quer ser o novo líder, no lugar de Rossoni.
Para o último dia também foi reservada a realização de uma sessão extra, o que rendeu para os deputados um adicional salarial de R$ 400,00 pelos poucos minutos trabalhados. A convocação extraordinária que se inicia hoje garante ainda dois outros salários brutos - de R$ 6 mil cada - por deputado. Pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) passou ontem um pacote de projetos. Dentre os quais, um bastante polêmico: o aumento das taxas judiciárias, defendido pelo Tribunal de Justiça do Paraná.
Apreciação de matérias de relevante interesse público. É assim que o governo justifica a convocação extraordinária, que está causando polêmica entre sindicatos e entidades organizadas por representar um gasto de R$ 648 mil. A falta de detalhamento faz a pauta do período extraordinário ser abrangente. Até ontem estavam confirmadas a inclusão de matérias como o IPVA, o Fundo de Previdência, a Sanepar, os chips eletrônicos, e a regulamentação da lei que controla os postos de combustíveis. (L.D)





