PORTO ALEGRE Os deputados estaduais do Rio Grande do Sul interromperão seu recesso para aprovar um projeto que consideram de urgência: o aumento dos seus próprios vencimentos, passando de R$ 6.000 para R$ 9.540. A sessão do aumento será na terça-feira. Para ela ser marcada, foram necessárias 28 assinaturas.
O próximo presidente da Assembléia, Vilson Covatti, hoje líder da bancada do PPB, justifica a iniciativa como ''adequação necessária à legislação''.
Com o aumento, os parlamentares gaúchos se mantêm com remuneração equivalente a 75% da percebida pelos deputados federais, que se aumentaram em 54% no final do ano passado ficando com vencimentos de R$ 12.720. Os deputados do PT (bancada de 11) já se decidiram por votar contra o projeto.
O PMDB do governador Germano Rigotto fechou questão a favor da sessão. Quatro dos cinco deputados do partido assinaram a convocação. O único que não a assinou estava viajando. O deputado Alexandre Postal (PMDB), por exemplo, coloca-se a favor do aumento e critica os petistas. ''Há muita demagogia no PT, porque todos querem receber'', disse.
''É uma contradição. O governo diz que não tem dinheiro, mas seus deputados querem aumento. Na terça-feira, vamos fazer de tudo para isso não ocorrer'', afirmou o líder do PT, Dionílso Marcon.
Na quarta-feira, a Assembléia Legislativa do Espírito Santo aprovou o projeto de aumento, sob a mesma alegação. Os valores também passaram de R$ 6 mil para R$ 9.540.

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