Deputados ganham reforço extra para os gabinetes
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domingo, 13 de março de 2011
Marcela Rocha Mendes <br> <br> Equipe da Folha 
Curitiba - Dezoito deputados estaduais e um secretário do Estado ganharam um reforço extra para seus trabalhos parlamentares nesta legislatura. Além dos 23 comissionados previstos por lei na estrutura dos gabinetes - e pagos com uma verba de cerca de R$ 60 mil distribuída a critério dos parlamentares - eles contarão com o trabalho de funcionários efetivos da Assembleia Legislativa (AL) que foram lotados em seus gabinetes. Os salários desses servidores, no entanto, continuarão sendo pago pela Administração da Casa.
Quatro deputados que têm servidores estáveis em gabinete são de primeiro mandato. Roberto Aciolli (PV) foi o único dos ''beneficiados'' que ocupou todos os 23 cargos em comissão e ainda contará com mais um efetivo pago pela Administração. O gabinete de Antonio Wandscheer (PT) recebeu dois efetivos. Cesar Silvestri Filho (PPS) e Rose Litro (PDSB) também estreiam no Legislativo estadual com apoio de efetivos redistribuídos.
Nelson Justus (DEM) e Alexandre Curi (PMDB), que ocupavam a Presidência e Primeira Secretaria da AL, respectivamente, na legislatura anterior, puxaram dois efetivos, cada, para atuarem em seus gabinetes. Também terão dois funcionários extras Ademar Traiano (PSDB), Cleiton Kielse (PMDB), Caíto Quintana (PMDB), Mauro Moraes (PSDB) e Nereu Moura (PMDB).
Além de toda a estrutura da Casa Civil, no Executivo, a lei 16.750/2010 permitiu que o secretário estadual - e deputado eleito, mas licenciado - Durval Amaral (DEM) nomeasse comissionados para o seu gabinete parlamentar na Assembleia. Amaral ocupou sete das 23 vagas de cargos em comissão, mas também contará com mais dois efetivos da Casa de Leis.
Fernando Scanavaca (PDT), Augustinho Zucchi (PDT), Élio Rusch (DEM), Ney Leprevost (PP), Stephanes Junior (PMDB) e Reni Pereira (PSB) completam a lista dos deputados que receberam servidores estáveis para trabalhar no gabinete parlamentar.
O presidente da Casa, Valdir Rossoni (PSDB), declarou, logo após o término do recadastramento de efetivos, que vários desses servidores haviam retornado para Casa, mas não encontravam local para exercer suas funções. De acordo com a Comunicação da Assembleia, não existe um critério para a distribuição desses efetivos, que - por não estarem lotados em outro departamento da Administração - foram convidados para o serviço dos parlamentares. A divulgação da existência de efetivos extras nos gabinetes parlamentares é inédita, uma vez que a Assembleia Legislativa não havia informado a lotação de seus funcionários anteriormente.


