Curitiba - A Assembleia Legislativa (AL) do Paraná lançou ontem a sua rede social própria, que poderá ser utilizada por deputados, diretores e funcionários da Casa. Ao custo de R$ 900 mil para ser desenvolvido, o sistema está disponível em quatro línguas (francês, inglês, espanhol e português) e se chama Rede de Informação da Assembleia Legislativa - Infolep, podendo ser acessado para quem foi cadastrado internamente, pelo link infolep.alep.pr.gov.br.
A justificativa para criar o sistema é de que deve ser uma espécie de intranet, por onde será possível consultar instantaneamente protocolos e processos, além de criar fóruns de discussão sobre os diversos setores do Legislativo. Embora a Casa queira evitar comparação com redes sociais como o Facebook, a descrição das funcionalidades do sistema mostra que os artifícios são semelhantes, apesar de o uso ser voltado ao ambiente corporativo. Há usuários, com perfil; inserção de foto; status de rede (disponível, ocupado, off line); possibilidade de seguir e ser seguido por outros usuários, além de um bate-papo. Há ambiente para troca de mensagens, de e-mail, de grupos e de discussão de ideias. Nos grupos, a ideia é interagir e fomentar o debate sobre temas específicos de interesse da AL.
O sistema permite a criação de eventos e tem um espaço dedicado a web conferências. Na justificativa da funcionalidade do web chat corporativo, a AL afirma que ''o uso de ferramentas de conversas on-line tem se mostrado um grande instrumento de agilidade e economia dentro de instituições privadas e públicas''. A AL defende que redes sociais abertas e corporativas possuem funções distintas, porque a primeira busca a comunicação pessoal, enquanto a corporativa tem o propósito específico de área de interesse.
A rede social da AL é uma das etapas de modernização da Casa, que no conjunto vai custar R$ 19 milhões. O contrato total, firmado com a NTC Núcleo de Tecnologia e Conhecimento em Informática Ltda., prevê desenvolvimento de sistemas para folha de pagamentos, compras e licitações, contabilidade pública, execução orçamentária, gestão de gabinetes, entre outros.

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