Em menos de dez minutos de sessão extraordinária os deputados estaduais conseguiram engordar os salários em R$ 400. Eles fizeram uma sessão a mais ontem para apreciar dois vetos do governo do Estado. O veto ao projeto que cria o programa contra barreiras arquitetônicas foi retirado de pauta por dez sessões e o veto ao projeto que abona falta de alunos à aulas de religião foi derrubado. A votação dos poderia ter sido feita na sessão ordinária.
O aumento nos vencimentos do final do mês acontece cada vez que há sessão ou período extraordinários. Os deputados podem fazer quantas sessões queiram além das que estão previstas na ordem do dia. Mas eles recebem apenas em oito vezes. Apenas um deputado (Florisvaldo Fier, do PT) abre mão da verba adicional.
Neste mês, além das sessões extraordinárias, os deputados receberão mais um volume de gratificações, que permitirá a eles quase dobrar os vencimentos. Por mês, eles recebem R$ 6 mil como salário básico e R$ 3 mil a título de verbas de ressarcimento e assistência social.
Mas, eles receberão outros R$ 6 mil reais pela desconvocação do período ordinário e mais R$ 6 mil pela convocação e desconvocação do período extraordinário. A segunda parcela do 13º salário também será paga, o que renderá aos bolsos dos deputados R$ 3 mil. De R$ 9 mil mensais, os salários irão para R$ 15 mil em dezembro.
Ainda não está confirmado o período extraordinário, mas ele já é dado como certo pela maioria dos 54 parlamentares.Quem decide se os trabalhos serão prorrogados é o presidente da Assembléia, Aníbal Khury (PTB). Ele disse que o período extraordinário deve ser de um mês, isto é, de 16 de dezembro até 15 de janeiro.
Alguns deputados comentam que Khury quer agradar as bancadas com uma remuneração extra de final de ano. O deputado tem interesse em ser reeleito presidente da Assembléia e por isso daria um ‘‘presente de Natal’’ aos parlamentares.

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