Deputados estaduais e federais com base em Londrina não devem participar do ato amanhã contra a presidente Dilma Rousseff e o Partido dos Trabalhadores, apesar de darem apoio à proposta dos manifestantes. De três ouvidos pela FOLHA, Marcelo Belinati (PP) e Luiz Carlos Hauly (PSDB) consideram que o ato não pode ter conotações políticas e Tercílio Turini (PPS) disse que pretende avaliar antes qual seria a receptividade de um político no movimento.
Marcado e promovido principalmente pelas redes sociais por três grupos, a marcha "Não Vamos Pagar a Conta do PT" segue, a partir das 15h, pela Higienópolis até a Avenida Paraná, onde ingressa à direita até a Praça da Bandeira, no Calçadão.
Até a noite de ontem, a página do evento no Facebook tinha 13 mil convidados e 1,1 mil confirmações. A pedido dos organizadores, os senadores Alvaro Dias (PSDB-PR) e Ronaldo Caiado (DEM-GO) e os deputados federais Hauly e Jair Bolsonaro (PP-RJ) fizeram vídeos convidando os londrinenses.
Mesmo assim, Hauly deve acompanhar de longe. "Entendo que o movimento é do povo brasileiro, não dos políticos", disse. Afirmou ainda que é a favor de toda a pauta porque "o Brasil acabou" e que o impeachment "é uma das possibilidades".
Marcelo, que diz fazer oposição a Dilma apesar de o PP estar na base governista, deu a mesma justificativa. "A partir do momento que há envolvimento político partidário, parece que há outros interesses envolvidos."
Já Turini afirmou que vai decidir se participa depois de compreender como os manifestantes receberiam a participação de políticos. "Estou avaliando se a presença da gente seria vista como oportunismo", explicou.
A FOLHA procurou os deputados estaduais Cobra Repórter (PSC) e Tiago Amaral (PSB), que não retornaram os recados deixados nas caixas postais. A assessoria do deputado federal Alex Canziani (PTB) retornou o recado deixado para ele, mas o parlamentar não deu entrevista.

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