Deputados ficam sem votar projetos em dezembro
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quinta-feira, 20 de dezembro de 2007
Folhapress 
Brasília - A Câmara encerrou ontem o ano com o peso de não ter votado nenhum projeto em plenário no mês de dezembro. A última votação aconteceu exatamente há um mês, no dia 20 de novembro. Ontem, a base governista conseguiu mais uma vez parar os trabalhos sob o argumento de não enviar para o Senado medidas provisórias que atrapalhariam a tramitação de projetos considerados mais prioritários pelo governo.
Primeiro, a paralisação aconteceu devido à CPMF, que foi derrotada na semana passada pelos senadores. Ontem, o argumento era a DRU, que passou por votação no plenário do Senado. A única possibilidade que o plenário tinha de não passar em branco em dezembro seria a de realizar votações ontem, mas o presidente da Câmara, Arlindo Chinaglia (PT-RS), cancelou a sessão.
O líder no governo na casa, Henrique Fontana (PT-RS), também chegou a desejar boas festas para os jornalistas após uma entrevista, com um sinal claro de que não pretende votar mais nada este ano. O Congresso entra em recesso na próxima terça-feira.
A oposição criticou a paralisação e o trabalho perdido durante todo o mês. ''É uma absurdo ficarmos a mercê das votações do Senado. Mas infelizmente temos minoria e não podemos impedir a base de parar os trabalhos'', disse o líder do DEM, Onyx Lorenzoni (RS).
Assim, a Câmara termina o ano com seis medidas provisórias e três projetos de lei com regime de urgência ''trancando'' a pauta do plenário. Entre as MPs está a que criou a TV Pública.
Quando os parlamentares voltarem do recesso, em fevereiro, terão ainda mais trabalho, já que mais uma MP e um projeto de lei passam a ter prioridade nas votações do plenário. O último projeto a ser votado na Câmara, no dia 20 passado, foi uma medida provisória que tratava sobre a abertura do comércio aos domingos.
Fontana argumenta que esta paralisação faz parte do jogo político e diz acreditar que o povo vai entender as prioridades do governo. ''Espero que no início do ano que vem não retornemos para esse embate'', afirmou.
Chinaglia já marcou a próxima sessão do Congresso para o dia 6 de fevereiro, mas não deve haver votações por falta de quórum.


