Deputados federais cobram celeridade para definição do ILS
Órgão das Forças Armadas afirmou que o sistema de pouso por instrumentos deverá ser homologado apenas em 2027, contrariando expectativa da cidade
PUBLICAÇÃO
quinta-feira, 13 de março de 2025
Órgão das Forças Armadas afirmou que o sistema de pouso por instrumentos deverá ser homologado apenas em 2027, contrariando expectativa da cidade
Douglas Kuspiosz - Reportagem Local 

A informação de que o ILS (sistema de pouso por instrumentos) do Aeroporto Governador José Richa deverá começar a funcionar apenas em 2027 causou reações entre as lideranças políticas de Londrina. Havia expectativa de que o equipamento fosse adquirido e instalado ainda em 2025, conforme foi reforçado por autoridades locais.
Mas parece que o processo não será tão célere. Em nota divulgada na quarta (12), o Decea (Departamento de Controle do Espaço Aéreo), órgão vinculado à FAB (Força Aérea Brasileira), estima que a homologação do sistema ocorrerá apenas no primeiro semestre de 2027, ao custo de R$ 20 milhões. O edital da licitação ainda está em fase de preparação.
O prefeito Tiago Amaral (PSD) reagiu ainda na quarta e disse que não aceitará “em hipótese alguma alguma o adiamento” do prazo de 2025 para a aquisição do equipamento. Ele entrou em contato com o ministro Silvio Costa Filho, de Portos e Aeroportos, que reforçou o compromisso assumido em janeiro - durante entrega das obras do aeroporto - para agilizar a implantação do sistema.
Entre os deputados federais, as posições vão na linha de tentar acelerar o processo.
Luiz Carlos Hauly (Podemos) lembrou que o termo de cooperação técnica firmado entre o município e a Infraero, em 2016, já previa a instalação do ILS, o que não saiu do papel. Ele afirmou à FOLHA que vai buscar a antecipação do “atrasado cronograma” de instalação do equipamento, assim como de outras melhorias do aeroporto.
A deputada federal Luísa Canziani (PSD) disse que, assim que soube da notícia, procurou Silvio Costa Filho juntamente com o prefeito de Londrina.
“O ministro nos informou que iria conversar com os responsáveis pela FAB e pela divulgação da informação repassada à imprensa, mas que o processo de compra do ILS será iniciado neste ano, conforme ele afirmou durante a solenidade de inauguração das obras de reformas do aeroporto, em janeiro. Fui surpreendida por essa informação, mas vou continuar trabalhando para manter a instalação do ILS no nosso aeroporto o mais rápido possível”, frisou a deputada.
O deputado federal Filipe Barros (PL) pontuou que, ainda em novembro de 2023, o ministro de Portos e Aeroportos garantiu prioridade ao ILS do aeroporto de Londrina. “Jogar a instalação do equipamento para 2027 não me parece prioridade alguma. Já estou cobrando o governo Lula com veemência para que faça o básico: cumpra o que prometeu”, disse.
Já o deputado federal Diego Garcia (Republicanos) falou em entrar com um requerimento de informações para o Ministério. “A gente já sabia que o processo para aquisição do equipamento é lento, porque, segundo o ministério, vem de fora”, reiterando que Sílvio Costa Filho garantiu prioridade no processo.
A deputada federal Lenir de Assis (PT), que foi empossada na última segunda-feira (10), disse que já pediu uma agenda com o ministro para saber o que está ocorrendo e para “reiterar a necessidade do ILS para a segurança do nosso aeroporto”.
Entidades como a Acil (Associação Comercial e Industrial de Londrina), a SRP (Sociedade Rural do Paraná) e o Fórum Desenvolve Londrina também cobram celeridade no atendimento à demanda do ILS, que se arrasta pelas últimas décadas.
TRANSTORNOS
O equipamento é considerado indispensável para melhorar a segurança e a eficiência das operações aéreas, principalmente em condições meteorológicas adversas. É uma pauta que movimenta Londrina porque, nos últimos anos, tem sido comum a ocorrência de atrasos ou cancelamentos de voos em decorrência de mau tempo. Quando isso ocorre, as aeronaves são obrigadas a pousar no aeroporto de Maringá e os passageiros retornam de ônibus para Londrina.


