Deputados fazem plantão à espera das mensagens do governo
PUBLICAÇÃO
quarta-feira, 08 de janeiro de 1997
Sucursal de Curitiba 
Kraw Penas/Folha de LondrinaAdemar Traiano, Julio Ando e Horácio Rodrigues: agora, titulares
A Assembléia Legislativa está de plantão à espera de mensagens nas quais o governo do Estado tem interesse de aprovação urgente mas ainda não enviou para discussão. Os deputados estão recebendo remuneração extra pelo período extraordinário, convocado pelo próprio governo, mas até ontem estavam sem assunto para discutir.
Com a falta de assunto na pauta, a retomada especial de trabalhos na Assembléia se limitou à posse dos deputados Júlio Ando (PDT), Horácio Rodrigues (PL) e Ademar Traiano (PTB), suplentes que assumiram em lugar de vitoriosos nas eleições municipais.
Não tenho o dom da adivinhação, respondeu ontem o presidente da Assembléia, Aníbal Khury, a um pedido de informação sobre a pauta do período extraordinário, feito pelo deputado Florisvaldo Fier (PT). Quem sabe informar ou não sobre isso é o Poder Executivo, emendou Khury, dizendo que o Legislativo fica de sobreaviso até dia 18 deste mês - quando encerra o período extraordinário - para a possibilidade de o Executivo mandar alguma mensagem.
É muito pouco provável que o governo ainda mande à Assembléia as mensagens mais importantes neste período extraordinário. O novo líder do governo na Casa, Valdir Rossoni, adiantou que pelo menos dois desses projetos mexem com a vida de quase todo o Paraná e que devem ser reavaliados.
Rossoni se referia às mensagens de autonomia financeira das universidades estaduais e ao aumento salarial do quadro de funcionários com nível superior. O primeiro já está provocando reação da comunidade universitária, e o segundo vai descontentar a massa do funcionalismo, não contemplada pelo reajuste. Ontem, numa reunião com um grupo de estudantes, Aníbal Khury prometeu não votar a mensagem da autonomia universitária no período extraordinário, mesmo que o governo envie o assunto para discussão.
O Legislativo só retoma o período normal em 15 de fevereiro. Dias antes será eleita a nova Mesa Diretora e é tido como certo que Aníbal Khury será reconduzido à presidência. Por força de uma emenda constitucional que seus aliados aprovaram em junho passado, a proibição da reeleição do comando da Casa num mesmo mandato foi derrubada. (M.T.)


