Deputados fazem mais de 6 mil emendas
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sábado, 06 de dezembro de 1997
Leandro Donatti Curitiba 
Arquivo FolhaExageroAmaral: relator da Comissão do Orçamento ainda não identificou quem foi o deputado campeão de emendasA proposta orçamentária encaminhada pelo Palácio Iguaçu para 98 recebeu cerca de seis mil emendas dos deputados estaduais, uma média de 111 sugestões por parlamentar. O relator da Comissão de Orçamento, Durval Amaral (PFL), já iniciou o processo de classificação que deve estar concluído até a semana que vem. Os deputados têm pressa em apreciar a matéria e já fixaram o dia 19 como data limite.
A comissão não teve condições ainda de identificar quem é o campeão no número de emendas, nem o volume monetário que as mesmas movimentam. Ao que tudo indica, o limite de R$ 1,5 milhão por deputado não foi levado em conta. Levantamento parcial feito pela própria comissão, na quarta-feira passada, prazo final para a apresentação de sugestões, revela que 3.159 emendas já totalizavam R$ 599 mi.
Nem a suposta maquiagem denunciada pela bancada do PT - onde estariam embutidas emendas por antecipação aos aliados que figuraram a dança partidária até 3 de outubro passado - intimidou os deputados de apresentarem a enxurrada de emendas. Eles aguardam manifestação do secretário da Fazenda, Giovani Gionédis, para analisar a proposta encaminhada pelo governador Jaime Lerner (PFL) no final de agosto desse ano.
Os deputados condicionam a aprovação do Orçamento para 98 ao cumprimento das emendas desse ano, que até agora não saíram do papel. Na semana passada, o secretário comprometeu-se a fazer um levantamento dos recursos que poderiam ser dispensados à execução.
Durval Amaral tem 10 dias para fazer a classificação e outros sete para a elaboração do substitutivo geral. O parlamentar não deve gastar todo o prazo, para não atrapalhar o cronograma de votação pré-fixado. As bancadas de oposição não estão dispostas a analisar a proposta no afogadilho. PMDB, PT, PSN e PSDB pretendem questionar alguns dispositivos, como o que dá maior flexibilidade para o governo manipular recursos através de créditos suplementares.


