Curitiba - Os sete deputados compõem a ‘‘Bancada da Latinha’’ na Assembléia Legislativa pretendem conquistar mais um mandato. Todos os representantes da Capital, à exceção do deputado Ricardo Chab, tiveram uma votação menor na eleição de 1998 quando comparados os números com o pleito anterior. Mesmo com pequeno número de votos a mais do que em 1994, o deputado Luiz Carlos Martins não se elegeu. E só assumiu a vaga na Assembléia com a morte do deputado Aníbal Khury, em agosto de 1999.
Os parlamentares contestam a premissa de uma eleição garantida graças à exposição nos meios de comunicação. E garantem que a reeleição só está assegurada para quem demonstrar serviço como parlamentar.
Agora eles preparam seus substitutos, mas nem todos vão adotar a medida. É o caso do deputado Luiz Carlos Alborguetti (PTB), que apresenta o programa ‘‘Cadeia’’ na CNT. A partir do 31 de julho o programa sairá do ar e retorna após as eleições. A tevê, segundo Alborguetti, é um meio para fazer as cobranças necessárias que a sociedade exige e serve como complemento do trabalho parlamentar.
Para o deputado Luiz Carlos Martins (PSL), um dos mais conhecidos radialistas da Capital, a mídia dá maior projeção ao candidato mas favorece como em qualquer outra profissão. E assume o caráter de promoção social de seu programa. ‘‘Ajudo as pessoas humildes, que encontram as portas fechadas em outros lugares. A função do rádio é ajudar essa gente’’, diz Martins, que está há 35 anos na profissão. E com orgulho lembra que sua ocupação principal é o radialismo. ‘‘Sou radialista e estou deputado’’, afirma, enquanto se prepara para buscar seu quarto mandato.
Outro com a carreira construída nos meios de comunicação é o deputado Algaci Túlio (PSDB), que deve se afastar antes do prazo legal da emissora onde apresenta um programa de quase três horas de duração, de segunda a sábado. ‘‘Só vou sair antes do ar porque venceu o prazo legal das minhas férias’’, conta Túlio, que está na latinha há 44 anos. Ele garante que vai conquistar seu quinto mandato e atribui sua queda na última votação à máquina administrativa do governo. ‘‘Todo mundo sabe que em 1998, quando eu era vice-prefeito de Curitiba, que o governo apoiou outro candidato’’, reclama.
Já o apresentador Ricardo Chab, que além de apresentar um programa de tevê no SBT e um de rádio, afirma que o espaço nos meios de comunicação dá notoriedade, mas não garante votos. Ele, que busca seu terceiro mandato, lembra que foi o único a crescer nas últimas eleições e pretende aumentar em 20% o número de votos no dia 6 de outubro. (R.H.)

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