Curitiba - A Assembléia Legislativa do Paraná não vai mais fazer sessões às quintas-feiras até as eleições de 6 de outubro. Os deputados decidiram, de comum acordo, enforcar as sessões de quinta para ter mais tempo de fazer campanha no Interior. A mudança começa a valer já esta semana, faltando dois meses para as eleições. Na prática, mesmo antes do recesso de julho os deputados vinham enforcando as sessões de quinta pela manhã, quando raramente havia quórum para votação.
A partir de agora, as sessões acontecerão de segunda a quarta. Na quarta-feira, segundo garante o presidente da Casa, Hermas Brandão (PSDB), haverá duas sessões ordinárias pela manhã. Os líderes dos partidos entendem que, como será mantido o número de sessões semanais, não haverá prejuízo. Até a oposição, que também será beneficiada com mais tempo para dedicar ao Interior, endossou a idéia do presidente da Casa.
A mudança foi costurada ontem mesmo, no primeiro dia de sessão após recesso de um mês. De acordo com a mesa executiva, 42 dos 54 deputados compareceram à sessão, que não teve pauta de votação, apenas abertura solene dos trabalhos.
''Pelo menos acabou a hipocrisia. Aquelas sessões de quinta eram uma ficção. A mudança é razoável, estamos trabalhando em cima da realidade atual'', avaliou o líder do bloco de oposição, Waldyr Pugliesi (PMDB).
Brandão avisou que o número de sessões deve cair ao longo desses dois meses. Por volta de duas semanas antes das eleições, os deputados votarão projetos apenas segunda e terça-feira. Para os faltosos, a presidência afirma que não há punição.
A proposta do líder governista, Durval Amaral (PFL), era mais ambiciosa, mas não foi aceita pela presidência. O pefelista queria fazer um esforço concentrado durante uma semana em agosto, e liquidar todos os projetos importantes da pauta. ''É impossível conciliar o trabalho na Assembléia com a campanha no Interior. Na campanha, tudo que você fizer é pouco'', afirmou o líder do governo.
Os deputados estaduais têm temas importantes para votar no segundo semestre. Entre eles, o Orçamento do Estado para 2003, e o novo Código de Organização e Divisão Judiciárias (CODJ) que mexe com toda a estrutura do Poder Judiciário do Paraná e cria novos cartórios.
Duas mensagens governamentais chegaram ontem à Assembléia, e aguardam votação. Uma delas visa acabar com distorções salariais na Polícia Civil, e outra regulamenta os agentes fazendários, antigos celetistas que passaram a estatutários. O presidente da Casa informou que pedirá regime de urgência em ambas as matérias.

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