Curitiba - A semana pós eleições na Assembleia Legislativa (AL) do Paraná, encerrada ontem, foi de poucas votações e muitas conversas de bastidores, por conta da nova composição da Casa para o ano que vem, incluindo a eleição da Mesa Executiva. Nos três dias, as sessões começaram com atraso, sendo que na segunda-feira os trabalhos chegaram até a ser interrompidos momentaneamente por falta de quórum. Naquela ocasião, dos 54 parlamentares, 28 não estavam presentes, sendo 11 com justificativa.
Ontem, a plenária começou às 14h45 e durou menos de 25 minutos. Sem nenhum pronunciamento, os deputados partiram logo para a apreciação da ordem do dia, com sete projetos, a maioria dispondo sobre títulos de utilidade pública e inserção de eventos no calendário oficial do Estado. A maior movimentação se deu devido à visita da vice-governadora eleita, Cida Borghetti (Pros), e do seu marido, o deputado federal Ricardo Barros (PP). Ambos foram à AL agradecer os votos recebidos pela família e já iniciar as articulações junto à bancada governista. A filha do casal, Maria Victoria (PP), também saiu vitoriosa das urnas: elegeu-se deputada estadual.
O presidente da AL, Valdir Rossoni (PSDB), que viajou a Brasília com o governador do Paraná, Beto Richa (PSDB), para se encontrar com o presidenciável Aécio Neves, foi um dos 14 ausentes, dos quais 13 não se justificaram à Mesa. Anteontem, ele chegou a propor a antecipação das votações para o período da manhã, prática que vinha se repetindo desde o início da campanha eleitoral. Após um questionamento do líder da oposição, Elton Welter (PT), sobre o motivo da alteração, porém, voltou atrás, se irritou e saiu do plenário.
O líder do governo, Ademar Traiano (PSDB), atribuiu a "calmaria" na Casa ao fato de a pauta estar "leve", isto é, sem muitas propostas a serem analisadas. Segundo ele, a situação deve se normalizar nas próximas semanas, quando o plenário terá pela frente a apreciação da Lei Orçamentária Anual (LOA) e de outras matérias de interesse do Poder Executivo. "Vão chegar várias mensagens aqui no início da semana que vem. Ainda não sei do que se trata, mas tudo o que terá de ser feito no ano que vem na estrutura de governo terá de tramitar nesse ano. Se houver reformas, mudanças, vamos depender de votação", adiantou.

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