Deputados esperam solução para impasse
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segunda-feira, 01 de junho de 2015
Rubens Chueire Jr.<br> Reportagem Local 
Curitiba A possibilidade de apresentação de uma nova proposta de reajuste ao funcionalismo foi bem recebida pelos deputados que demonstram otimismo quanto à solução para o impasse entre servidores e governo. Para o presidente da Casa, Ademar Traiano (PSDB), o bom senso e o diálogo têm que prevalecer para que a greve chegue ao fim. "Enquanto não houver um acordo entre as entidades e o governo não vamos tramitar nenhuma mensagem de reposição salarial, quer seja do Poder Judiciário, do Tribunal de Contas, do Ministério Público, primeiro queremos pacificar", apontou.
Em discurso no plenário da Casa, o deputado Márcio Pauliki (PDT) ressaltou que seus companheiros de partido fecharam a questão em torno dos 8,17%. ``Só aceitamos este reajuste´´, ressaltou. Apesar do discurso otimista de seu colega, Fernando Scarnavaca (PDT), foi mais cauteloso: "Vamos esperar a proposta voltar para a Assembleia antes de falar alguma coisa´´. Líder do PSC, Paranhos informou que a maior bancada da AL (12 parlamentares) está unida e entende que o pagamento dos 8,17% é o índice ideal para os servidores. ``Devido ao estágio em que a paralisação está, entendemos que é uma proposta coerente. A gente está enxergando além dos números, vemos um valor de necessidade para resolver o problema´´, afirmou.
Segundo o deputado Professor Lemos (PT), os parlamentares de oposição foram contrários à última proposta, que previa o pagamento de 3,45% em três parcelas em 2015 e a antecipação da data-base de maio para janeiro de 2016. "Não se pode mudar a data-base como o governo quer, não se pode deixar de pagar os 8,17% e não se pode desrespeitar os servidores públicos. Não vamos votar uma proposta que os servidores desaprovam."


