A Mesa da Câmara arquivou ontem pedidos de abertura de processo contra 12 deputados, por julgá-los improcedentes ou inconsistentes. Apesar da medida, na próxima semana a Corregedoria-Geral da Câmara deverá acelerar as investigações sobre o envolvimento dos deputados José Aleksandro (PSL-AC) e Silas Câmara (PTB-AM) em crime de estelionato, fraude e apropriação indébita. Os dois parlamentares correm o risco de perder o mandato. Na reunião de ontem da Mesa Diretora da Câmara, foram arquivadas as denúncias do Tribunal de Contas da União (TCU) contra os deputados Hélio Costa (PMDB-MG) e Osvaldo Reis (PMDB-TO).

Segundo auditorias feitas pelo TCU, eles teriam assinado contratos com o governo federal, na condição de parlamentar e dirigente de empresa. Isso é proibido pela Constituição e pode resultar até em cassação.

Livraram-se também dos processos os deputados Saulo Coelho (PSDB-MG), acusado de exercer irregularmente o cargo de provedor da Santa Casa de Misericórdia de Belo Horizonte; Maria Lúcia (PMDB-MG), por uso irregular de um helicóptero público; Alberto Fraga (PMDB-DF), que teria agredido com palavras o coronel Ruy Sampaio, comandante da PM de Brasília; e Laura Carneiro (PFL-RJ), que teria cometido abuso de autoridade contra um dirigente da Legião da Boa Vontade (LBV).

Também conseguiram limpar seus nomes os deputados Francisco Sardelli (PFL-SP), Wanderley Martins (PSB-RJ) acusado pelo traficante de drogas Fernandinho Beira Mar de receber dinheiro do crime Paulo Marinho (PFL-MA), Vadão Gomes (PPB-SP), José Lourenço (PMDB-BA) e Paulo Magalhães (PFL-BA).

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