Curitiba – A aprovação do nome de Luiz Edson Fachin pela CCJ do Senado repercutiu ontem na Assembleia Legislativa (AL) do Paraná. Assim como os três senadores paranaenses, os 54 deputados estaduais já tinham assinado uma moção de apoio ao jurista, enaltecendo suas qualidades para assumir o cargo no Supremo Tribunal Federal (STF).
Um dos integrantes da comitiva de políticos do Estado que se deslocou a Brasília anteontem, o presidente da AL, Ademar Traiano (PSDB), afirmou que a visita foi uma oportunidade de unir lideranças de diferentes legendas e ideologias em torno de uma causa comum. "Acreditamos que o Senado deverá referendar o nome do nosso futuro ministro, porque ele é um dos juristas mais respeitados do Brasil", opinou. O tucano disse esperar que os parlamentares do Estado mantenham essa linha de ação conjunta em outras questões de interesse público.
O chefe do Legislativo estadual negou ainda que os posicionamentos dele, do governador Beto Richa (PSDB) e do senador Alvaro Dias (PSDB) tenham causado mal-estar no PSDB, por conta de uma suposta ligação do professor de Direito com o PT, alegada por oposicionistas como Aloysio Nunes Ferreira (PSDB). "Eram posições pontuais e individualizadas, que têm de ser respeitadas. Não foi fechamento de questão pelo partido. Tanto é que nós temos senadores do PSDB que vão acompanhar no voto a aprovação do nosso jurista", argumentou, sem citar nomes.
O líder da oposição, Tadeu Veneri (PT), foi na mesma linha. Em discurso na tribuna da AL, o petista chegou a elogiar a forma como Alvaro defendeu o advogado no Congresso. "O senador talvez tenha feito a mais brilhante e mais consistente defesa do professor Fachin", discursou. O parlamentar pediu que seus colegas em Brasília analisem o caso de forma coerente, sem deixar que preferências ideológicas interfiram na decisão. "Preterir o Fachin é preterir o Paraná. O partido que o fizer, seja qual for, será visto na história como aquele que, depois de um século, retirou a possibilidade de o Estado ter, pela segunda vez no Supremo, o seu ministro. Espero que isso não aconteça."

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