Curitiba - Uma das primeiras decisões que a próxima mesa diretiva da Assembléia Legislativa terá que tomar quando assumir, em fevereiro, será a de refazer ou abandonar um projeto para a construção de um novo prédio anexo à Casa. A obra, que custará mais de R$ 22 milhões e vai abrigar, entre outras, as salas das comissões e os estúdios da TV Assembléia, chegou a ser licitada no ano passado. Mas acabou sendo suspensa, já que não haveria tempo para terminá-la até o fim da legislatura encerrada em 2006.
O projeto do edifício, que teria sete andares, foi elaborado por uma comissão que contou com a colaboração de integrantes do Ministério Público e do Conselho Regional de Engenharia, Arquitetura e Agronomia do Paraná (Crea-PR). Em maio do ano passado foi aberto um processo de licitação para escolher a construtora que faria a obra. No fim de junho, ocorreu a abertura dos envelopes com as propostas. O edital de licitação previa um preço máximo de R$ 22.047.147,92 para a obra, cujo prazo de execução seria de 300 dias.
Segundo o deputado Nereu Moura (PMDB), 1º secretário da Assembléia, a falta de tempo para conclusão da obra teria sido o motivo para que ela fosse suspensa algumas semanas depois da abertura dos envelopes. ''Até tínhamos a previsão orçamentária para a obra, mas como ela passaria de uma legislatura para outra, preferimos deixar para que a próxima Mesa Executiva da Assembléia decida'', acrescenta.
Para Moura, a construção de um novo anexo é necessária para colocar alguns departamentos e salas da Assembléia em instalações mais adequadas. ''O pessoal da taquigrafia, por exemplo, está sem um espaço adequado. Também não teríamos espaço para instalar a TV Assembléia'', justifica o deputado. Além disso, o prédio abrigaria as salas das comissões, o departamento médico e gabinetes de deputados e lideranças partidárias.
Caso a nova Mesa Executiva da Assembléia, que será eleita em 2 de fevereiro, decida retomar o projeto, um novo processo de licitação terá que ser aberto. Procurado pela reportagem, o deputado Nelson Justus (PFL), favorito para assumir a presidência da Assembléia, preferiu não comentar o assunto. Segundo ele, como sua eleição não está garantida, seria deselegante falar sobre a possibilidade de retomar o projeto do anexo. Justus apenas afirmou que a instalação da TV Assembléia é uma de suas prioridades. ''Mas isso não depende de qualquer construção'', argumentou.

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