Curitiba - A eleição para a Mesa Diretora da Assembleia Legislativa (AL) do Paraná será realizada no dia 16 de outubro, segundo o atual presidente da AL, deputado estadual Valdir Rossoni (PSDB). ''A convocação será feita no dia 10 de outubro, com a eleição ocorrendo logo depois'', adiantou o tucano. A definição gerou queixas entre deputados estaduais, que preferiam realizar o pleito somente após o segundo turno, ao invés da data marcada por Rossoni. Dos dez ''deputados-candidatos'', oito concorrem em cidades onde pode haver segundo turno e poderão estar em campanha no período.
A expectativa de chapa única, contudo, apaziguou a questão. Com a diminuição das movimentações de bastidores, fica reduzida a chance de uma candidatura viável contra Rossoni, que articula a própria reeleição. O principal entrave para esse projeto pessoal do tucano era um colega de partido, Ademar Traiano, líder do governo na AL, que nesta semana retirou seu nome do balcão de apostas. Ele declarou apoio a Rossoni de olho na reeleição de Beto Richa em 2014, na expectativa de acumular dois mandatos na presidência da Casa.
Mas ainda existem alguns empecilhos para a reeleição de Rossoni, com desdobramentos nos próximos 30 dias. O primeiro é encontrar unidade na bancada do PMDB, que defende Artagão Júnior e Stephanes Júnior na Mesa Executiva, mas também ameaça uma chapa rival. A cota do bloco formado por PSB, PSC e PRB, hoje com duas cadeiras na Mesa Diretora, e o que fazer com o deputado Fábio Camargo, do PTB, que rompeu com o candidato do governo Beto Richa em Curitiba, são outras duas questões.
Já o PT havia acenado que comporia a chapa única com Rossoni, mas precisaria que alguém deixasse o cargo para ter o desejo realizado. A decisão da bancada incomoda Tadeu Veneri, que não gostaria de ver a eleição resumida à distribuição de cargos. ''Concurso público, estrutura para as comissões e fim do debate sobre a previdência complementar, que não deve ser publicada, deviam estar na pauta'', argumenta.

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