Candidatos às próximas eleições estão usando a Semana Santa para contatos políticos, pequenos comícios e visitas às cidades que são suas bases eleitorais. A busca aos votos não discrimina religião. O senador Júlio Campos (PFL), candidato ao governo de Mato Grosso, elaborou uma agenda eclética.
O fato de ser católico não o deixará de fora dos eventos evangélicos. Hoje, ele faz retiro religioso em Cuiabá e, amanhã e domingo, participa da inauguração da pedra fundamental de uma igreja da Assembléia de Deus em Sinope e de um culto evangélico em Peixoto de Azevedo.
‘‘Sou católico, mas não tenho nenhum problema com os evangélicos. Esse povo vota direitinho, não trai a gente’’, afirmou Campos. Entre uma reza e outra, o senador incluiu na sua agenda a inauguração de um posto do INSS e reuniões com prefeitos e vereadores.
A missão do líder do PSDB na Câmara, deputado Aécio Neves (MG), candidato à reeleição, é carregar, durante as quatro horas de procissão do Santíssimo em São João Del Rey (MG), uma lanterna de prata que pesa 30 quilos. A tarefa pode não lhe render novos votos, mas pode significar votos a menos se ele deixar de cumprir a tradição da família. Aécio substitui seu avô, o ex-presidente Tancredo Neves.
‘‘Ele nunca faltou. Desde a sua morte, eu assumi o seu lugar e também não faltarei. É uma honra participar da procissão nessa função’’, afirmou Aécio. Amanhã e domingo, o líder cumprirá um roteiro político em 15 municípios da região.
Para disfarçar a investida eleitoral, alguns senadores, como Epitácio Cafeteira (PPB-MA), dizem que estão percorrendo as bases apenas para levantar as ‘‘necessidades do povo’’.
O senador Esperidião Amim (PPB-SC) está desde quinta-feira em Florianópolis. A agenda previa dez reuniões com prefeitos do interior, na Assembléia Legislativa (com comissão de combate à dengue) e com a OAB (Ordem dos Advogados do Brasil), para discutir a MP 1647 (uma polêmica, sobre ilhas passarem a pertencer à União).

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