Brasília - Para preservar as linhas gerais do Programa de Aceleração de Crescimento (PAC) no Congresso, o governo sabe que precisará de um árduo trabalho de articulação política. Segundo a Secretaria de Comissões Mistas do Congresso, foram apresentadas nada menos do que 684 emendas por deputados e senadores para as sete medidas provisórias (MPs) que integram o pacote de crescimento apresentado em janeiro pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Se for incluída ainda uma oitava MP (346), que não faz parte, oficialmente, do PAC, mas mexe com um dos pontos do projeto, o total de emendas pula para 728.
Tamanho volume de alterações apresentadas pelos parlamentares mostra como será difícil a missão da administração federal para impedir a implosão da proposta de desenvolvimento para o País. ''Como o pacote do governo é muito ruim, é claro que o Congresso trabalhou para tentar arrumar essa proposta'', afirma o deputado Rodrigo Maia (PFL-RJ), dando o tom que a oposição adotará nessa discussão.
As campeãs em quantidade de emendas são as MPs 353, 351 e 349. A 353, que trata da extinção da Rede Ferroviária Federal S.A. (RFFSA), recebeu 232 emendas. A MP 351, que trata da concessão de incentivos fiscais para projetos de infra-estrutura, teve 151 emendas.

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