Os deputados estaduais aprovaram ontem projeto de lei que duplica as despesas da Assembléia Legislativa com os salários pagos aos funcionários dos 54 gabinetes parlamentares. A despesa com o pagamento dos cargos em comissão passará de R$ 7,5 mil para R$ 14,74 mil, por gabinete. Isso soma um gasto de mais R$ 810 mil mensais para os cofres públicos.
A justificativa apresentada pelo deputado Antonio Anibelli (PSDB), autor do projeto, para o aumento de 100% nos gastos com os cargos em comissão na Assembléia está vinculada à Câmara dos Deputados. No início do ano, após a eleição do deputado Michel Temer (PMDB-SP) para a presidência, a Câmara aumentou de R$ 10 mil para R$ 20 mil a verba de assessoria de gabinete. Anibelli argumenta que, constitucionalmente, as Assembléias Legislativas podem gastar até 75% das despesas com salários da Câmara dos Deputados.
A lei aprovada ontem por unanimidade na Assembléia, incluindo os votos da bancada do PT, exceto do deputado Florisvaldo Fier (o Dr. Rosinha) que não estava presente, cria apenas mais três cargos para cada gabinete, mas duplica as despesas.
A nova estrutura de cargos para cada um dos 54 gabinetes na Assembléia é a seguinte: um cargo DAS-1 (R$ 1.451,00), um cargo DAS-2 (R$ 1.094,00), quatro cargos GP-1 (R$ 500,00 cada), dois cargos GP-2 (R$ 750,00 cada), dois cargos GP-3 (R$ 950,00 cada), dois cargos GP-4 (R$ 1.200,00 cada) e três cargos GP-5 (R$ 1.480,00 cada).
O deputado Emerson Nerone (PT), que votou a favor do projeto, disse que usará os novos cargos para contratar um economista e melhorar os salários de cinco funcionários de seu gabinete - um jornalista, um advogado, uma secretária e dois assessores que atendem no escritório político de Maringá -. ‘‘Um advogado, que trabalha oito horas por dia, não pode ganhar R$ 1.200,00’’, pondera o deputado.

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