Curitiba - Deputados estaduais do Paraná vão montar uma comitiva para conversar diretamente com o presidente da Petrobras, Roberto Castello Branco, no Rio de Janeiro, sobre a possibilidade das atividades da Fábrica de Fertilizantes Nitrogenados (Fafen-PR) não serem encerradas no Estado. A criação da comissão suprapartidária foi anunciada na sessão plenária dessa segunda-feira (2) pelo presidente da Casa, Ademar Traiano (PSDB).

A ideia partiu de Michele Caputo (PSDB), em articulação com a bancada do Partido dos Trabalhadores (PT) e com o líder do governo Ratinho Junior na AL, Hussein Bakri (PSD). "O requerimento foi aprovado. Agora vou sugerir aos partidos que façam indicação dos membros para que essa comissão possa marcar a audiência na sequência. Acredito que até semana que vem tenhamos tudo isso definido e uma agenda marcada", afirma Traiano.

Imagem ilustrativa da imagem Deputados do PR vão ao Rio discutir fechamento da Fafen
| Foto: Brunno Covello/Folhapress

"Claro que entendo que é um quadro um tanto quanto difícil de ser revertido, porque já há uma posição do governo muito clara em relação ao assunto. Mas a Assembleia não se furtará de atender ao interesse de uma população que vai ficar desempregada, um grande número de pessoas. Enfim, a função do Poder Legislativo é a mediação. Os deputados vão fazer esse trabalho. Se vai prosperar eu não posso afirmar.", completa.

Também na segunda, o sindicalista Paulo Antunes, representante do Sindiquímica (Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias Petroquímicas do Paraná, citou em pronunciamento da tribuna da AL os impactos do fechamento na unidade no município de Araucária, na região metropolitana de Curitiba, que existe há 40 anos.

A ida dele à Casa se deu a pedido dos deputados: Arilson Chiorato (PT), Professor Lemos (PT), Luciana Rafagnin (PT) e Tadeu Veneri (PT). “Fechar a Fafen, que é o plano do governo federal, não é bom para o Paraná. A ajuda da Assembleia é um fortalecimento muito grande”, comenta Antunes.

EMPREGOS

Ainda de acordo com ele, mil funcionários da unidade devem ter seus empregos afetados pelo fechamento, aguardando decisão do TST (Tribunal Superior do Trabalho). "Vamos tratar dos impactos econômicos, sociais e ambientais da privatização da Petrobras. Isso representa o fim de muitos empregos, impostos na receita do Estado e o fim da produção em nível nacional de combustíveis e fertilizantes”, avalia Chiorato.

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