Curitiba - O lançamento da candidatura de Gustavo Fruet (PSDB) à presidência da Câmara Federal pode alterar os votos de alguns dos deputados paranaenses na eleição do próximo dia 1º. Além dos outros três tucanos eleitos para a próxima legislatura, parlamentares de partidos como PFL e PPS já declararam apoio a Fruet. Até mesmo o PMDB, cuja bancada nacional já fechou acordo com o candidato Arlindo Chinaglia (PT-SP), abriu a possibilidade de conversar com Fruet antes de definir o voto.
Companheiro de partido de Gustavo Fruet, o deputado Luiz Carlos Hauly afirmou ontem que vai trabalhar em favor da candidatura da chamada terceira via. ''Tendo um candidato do PSDB, ainda mais sendo um paranaense, temos que apoiá-lo'', justificou Hauly. ''Acredito que essa é a saída mais honrosa para o imbróglio criado pelo Jutahy Junior (BA)'', acrescentou, referindo-se ao líder do partido na Câmara, que havia declarado apoio a Chinaglia. Além de Hauly, a tendência é que os tucanos Affonso Camargo e Alfredo Kaefer também apóiem a candidatura de Fruet.
O mesmo pode acontecer no PFL. ''Não posso falar pela bancada, mas pessoalmente vou votar para o Gustavo, por ser uma pessoa preparada e com todas as qualificações para assumir a presidência da Câmara'', afirmou Eduardo Sciarra. Segundo ele, os quatro deputados paranaenses do partido devem se reunir na próxima segunda-feira para discutir a questão. Apesar de a bancada nacional do PFL ter declarado apoio ao atual presidente da Casa, Aldo Rebelo (PCdoB-SP), Sciarra acredita que a posição pode ser revista. ''Com a candidatura do Fruet, o quadro pode mudar'', justificou.
Quem já declarou apoio a Gustavo Fruet foi o PPS, que terá três deputados: Cezar Silvestri, Ratinho Junior e Airton Roveda. Em nota divulgada ontem, o secretário-geral do partido, Rubens Bueno, disse que ''o PPS do Paraná participará ativamente dessa disputa''.
Até o PMDB, que tem a maior bancada entre os deputados federais paranaenses, cogita a hipótese de conversar com Fruet, mesmo com o partido tendo declarado apoio a Chinaglia. ''Embora tenhamos um compromisso inicial com ele, ainda vamos discutir o assunto'', declarou o deputado eleito Rodrigo Rocha Loures. Segundo ele, o objetivo é fazer com que os oito deputados do partido no estado votem em bloco.
A posição, porém está indefinida. Até porque os deputados pretendem ouvir a opinião do governador Roberto Requião. ''Muitas das demandas dos deputados são também de interesse do governo estadual. Por isso queremos ouvir o governador'', explicou Rocha Loures. A princípio, Requião teria mais simpatia pela candidatura de Aldo Rebelo. A bancada do PMDB deve se reunir na próxima semana.

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