Deputados do Paraná comentam manifestações
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segunda-feira, 14 de março de 2016
Mariana Franco Ramos<br>Reportagem Local 
Curitiba Os protestos contra a presidente Dilma Rousseff (PT), que reuniram mais de três milhões de pessoas em todo o País no último domingo, segundo estimativas das polícias militares (PMs), foram o assunto da sessão plenária de ontem na Assembleia Legislativa (AL) do Paraná. O presidente da Casa, Ademar Traiano (PSDB), disse que a manifestação popular "sintetiza e encarna o sentimento da sociedade brasileira". Para os oposicionistas, contudo, há dois pesos e duas medidas no que se refere às críticas relativas a casos de corrupção.
Traiano contou que preferiu não sair às ruas, a exemplo do que fizeram seus correligionários Aécio Neves e Geraldo Alckmin, por entender que o movimento é "apolítico". O senador mineiro e o governador paulista foram vaiados em São Paulo. "A população não queria ver político nas ruas. Portanto, acho que é justo que tenhamos esse respeito", afirmou. Segundo o líder da oposição na AL, Requião Filho (PMDB), a presidente não tem mais condições de governo, entretanto, ainda não há uma razão legal para que ela seja destituída. "Vamos aguardar para ver o andar da carruagem." Tanto ele quanto o petista Tadeu Veneri lembraram, por outro lado, das denúncias envolvendo o governo Beto Richa (PSDB), relativas às operações Quadro Negro e Publicano. "Temos de entender que as investigações são necessárias, como também devem ser para o PSDB e para os demais partidos políticos. É muito incompreensível que tenhamos um processo onde em Brasília tudo pode ser feito e no Paraná nada pode ser feito", disse Veneri.


