Deputados dividem opiniões
Deputados dividem opiniões sobre o contigenciamento orçamentário de R$ 50 bilhões feito pela presidente Dilma Rousseff. O deputado federal Alex Canziani (PTB) vê o posicionamento do governo como algo previsível, porque o índice de inflação de janeiro foi o maior dos últimos anos, e porque é início de governo.
Canziani explica que não é preciso haver preocupação, porque, como de costume, quando a economia do País passa a apresentar números positivos, o governo federal começa a liberar as verbas contingenciadas. ''É sempre assim, desde os tempos do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso. Não há porque se desesperar. É óbvio que nem tem todos os investimentos previstos serão contemplados, mas os mais importantes são bastante prováveis. O importante é não ter a inflação de volta'', declara.
Já o deputado federal Eduardo Sciarra (DEM) tem outra opinião sobre o corte da presidente. Ele diz enxergar essa atitude como ''uma das heranças malditas'' do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. ''Os municípios pequenos não têm condições de custear os gastos e investimentos sozinhos. Os principais a sentirem os efeitos desse golpe serão o setor público e a classe mais baixa da população'', opina.
Sciarra conta que, dos R$ 21 bilhões previstos para as emendas parlamentares, foram cortados R$ 18 bilhões. E dos R$ 3 bilhões que sobraram, houve mais um corte de R$ 1,8 bilhão, sob a alegação de que os projetos apresentados não tinham embasamento técnico. ''O R$ 1,2 bilhão que sobrou obrigatoriamente terá de ser aplicado na saúde, até por uma questão de lei. E os outros setores, como ficam?'', questiona, ao criticar o fato de que ''dinheiro para criar mais um ministério (o da Aviação Civil) o governo tem, mas para as emendas, que favorecem a população, não''.





