Curitiba - Deputados estaduais já admitem mudanças no plano de previdência complementar, após a repercussão da notícia de uso de recursos públicos para a capitalização da medida. Ademar Traiano (PSDB) chegou a sugerir que os próprios políticos desembolsassem a quantia necessária, sem contar integralmente com dinheiro da Assembleia Legislativa (AL) do Paraná. Cálculo preliminar sugere serem necessários R$ 35 milhões para viabilizar o plano.
''A parte patronal tem que ser cumprida, mas podem ser buscados outros meios para a solução desse impasse'', declarou o tucano. A questão central ainda é a promulgação do texto final da lei, já com as alterações sugeridas em 2008 pelo Ministério da Previdência, que exigem cinco anos de contribuição e estende o benefício aos servidores da AL. Élio Rusch (DEM) fez questão de frisar que o texto inicial, de 2007, já foi publicado, estando pendentes mudanças nos 14 artigos iniciais da proposta. ''Lei sancionada tem que publicar'', reclamou o
deputado estadual.
Para a FOLHA, Rusch e Traiano afirmaram inclusive que a presidência da AL poderia sofrer processo por improbidade administrativa ao ''engavetar'' a medida. Perguntados se levariam a ''ameaça'' adiante, disseram não haver clima na AL para uma medida dessas contra o presidente, Valdir Rossoni (PSDB). ''Tinha que começar tudo do zero, trazer a discussão para o plenário'', discursou o deputado estadual Rasca Rodrigues (PV). Após uma leitura mais atenta da legislação em questão, ele passou a advogar favoravelmente à discussão do tema, mas contra a publicação do texto de 2008. Já Traiano descartou a hipótese de recomeçar a discussão de um plano de previdência complementar.

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