Deputados divergem sobre dados de acidente da TAM
PUBLICAÇÃO
segunda-feira, 23 de julho de 2007
Adriana Garcia<br>AE/Reuters 
Washington - Os dois deputados federais que acompanham em Washington as investigações sobre o acidente da TAM divergiram ontem sobre informações preliminares de técnicos da aeronáutica a respeito das possíveis causas da tragédia. Na terça-feira passada, um avião A320 da TAM, que fazia o vôo 3054, explodiu ao se chocar contra um prédio vizinho ao aeroporto de Congonhas, em São Paulo, após tentar pousar.
Os deputados Marco Maia (PT-RS), relator da CPI da Crise Aérea, e o deputado Efraim Filho (DEM-PB) se reuniram com os técnicos da aeronáutica por cinco horas no domingo, quando discutiram algumas das hipóteses que teriam provocado o acidente da última semana.
A partir da reunião, o deputado Efraim Filho, da oposição, deu declarações à imprensa brasileira dizendo que o piloto da aeronave A320 da TAM não teria tentado arremeter o avião, citando informações da caixa preta.
''Por informações preliminares, os pilotos não tinham velocidade suficiente para arremeter'', disse ele a jornalistas em Washington. Mas Maia esclareceu que, segundo os técnicos, essa é apenas uma hipótese levantada após o pior acidente aéreo da história do país, que deixou cerca de 200 mortos. ''Essa não é uma informação da caixa preta'', acrescentou, dizendo que discordava do deputado do DEM.
A caixa preta com a gravação de voz dos pilotos chegou a Washington nesta segunda-feira, segundo a assessoria do National Transportation Safety Board (NTSB), três dias depois da caixa de dados, que já começou a ser analisada.
Os deputados brasileiros não tiveram acesso às reuniões do NTSB, mas disseram que conseguiram autorização para fazê-lo a partir de hoje. Entre as possibilidades sendo analisadas, disseram, estão a de que a pista do aeroporto de Congonhas não oferecia condições adequadas. ''A pista é um fator contributivo'', disse Efraim Filho.
Os técnicos também estão tentando determinar se as ações do piloto do A320 estavam em consonância com os comandos no computador de bordo da aeronave. A falta dessa consonância entre piloto e computador, segundo Maia, foi a causa de um outro acidente com um Airbus em Le Bourget, na França, em 1988.


